18 de agosto de 2018
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Manuela e Haddad, a juventude dourada entra em campo

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Manuela D’Ávila e Fernando Haddad, a chapa jovem da eleição de 2018. Esse vai ser o diferencial da dupla na arena eleitoral: O casal vai esbanjar suas imagens belas e saudáveis, exibir suas bagagens intelectuais e bater duro como se espera de ativistas típicos da mocidade do Século XXI. Esse o desenho traçado pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que do fundo de uma cela na ‘masmorra” de Curitiba vai dar cartas no pleito que se aproxima.

Esse é um cenário que algumas raposas felpudas de Brasília apresentam como possível.

Com tempo de tevê e um orçamento nutrido (R$ 270 milhões que cabem ao PT na partilha do Fundo Eleitoral), a dupla vai fazer furor. Oratória poderosa, imagens cativantes, serão a sensação do horário eleitoral a partir de 31 de agosto, quando entra no ar a programação obrigatória da Propaganda Eleitoral Gratuita.

Os candidatos rivais podem tirar seus cavalinhos da chuva, pois a briga vai começar logo em seguida. A esperada chicana judiciária do PT para insistir na candidatura do seu líder Lula da Silva não virá. Já na semana que vem os nomes alternativos serão apresentados a registro, pois o resultado da convenção do PT será rejeitado in limine, quando se apresentar para inscrição. Então o diretório inscreve Haddad e Manuela, como faculta a Lei.

As dúvidas, versões e esperanças de que Lula possa recorrer e mover prazos para adiar seu impedimento definitivo caíram por terra com a publicação de um artigo do jurista Geraldo Brindeiro no “Estadão” desta quinta-feira. Na qualidade de professor da Universidade de Brasília, titulado como doutor em Direito pela universidade norte-americana de Yale, e ex-procurador geral da República entre 1995 e 2003, ele apresenta o texto da Lei Complementar 64/90 com alterações d LC 135/2010, a chamada Lei da Ficha Limpa, que estabelece como condição para a inscrição de candidatos a juntada de “certidões criminais fornecidas pelos órgãos de distribuição da Justiça eleitoral, federal e estadual”. Sem isto não há registro. Sem registro não há impugnação. Portanto, não há como ganhar tempo enquanto os trâmites e recursos a correrem e serem julgados. Ou seja: dia 15 de agosto cai por terra a candidatura do ex-presidente aprovada em convenção partidária no último dia 5 de agosto. A nova dupla entra em campo.

É um desafio difícil. Entretanto, não se pode descartar que um casal televisivo como esses dois, sarados, exalando vigor e saúde, com um linguajar moderno e compreensível os moços possam criar um contraponto aos concorrentes já meios velhuscos e com dicção embolada. Com isto, talvez consigam atrair atenção dessa juventude despolitizada e volúvel que está votando no capitão Bolsonaro e chegar ao segundo turno. É uma possibilidade. Ou sonho?

Outra hipótese é que Lula já esteja enxergando mais longe do que se diz. Como estadista que é, político visceral, o ex-presidente aceita e se prepara para uma alternância no poder. Essa regra nos países adiantados poderia servir para o Brasil e mesmo ser saudável para deputar seu partido, não obstante o terror que causa alguns grupos a cessão do poder.

Diante dessa hipótese do inevitável, segundo dizem a boca pequena aquelas raposas de Brasília, o mais sensato é plantar para colher no futuro. Esta dupla na tevê nestes 35 dias de campanha na tevê e quatro anos par trabalhar será uma equipe temível em 2022.

Blogedgarlisboa / Agência Digital News

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