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Henrique Fontana defende investimento de infraestrutura, para gerar emprego

Menos contradições e mais Investimentos públicos, sugere Fontana

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A pandemia do novo coronavírus, tem exigido decisões extraordinárias de todos.  Os Poderes da República buscam agir conjuntamente, num esforço concentrado, para reduzir o contágio e minimizar os efeitos sociais e econômicos do Covid-19. Medidas excepcionais estão sendo exigidas. O deputado Henrique Fontana (PT/RS) afirma que “ o governo está com muitas contradições e muito lento”. Critica a demora de providências por parte do Palácio do Planalto e o fato do presidente, negar evidências científicas usando palavras como fantasia e muita tempestade.

Investimentos em saúde

Para o líder petista, em primeiro lugar, o governo tem que ampliar de maneira substancial os investimentos em saúde, em primeiríssimo lugar e em segundo lugar, o governo tem que lançar também para ontem, um programa forte de investimentos públicos.

Endividamento necessário

Não arriscando falar em valores, Henrique Fontana, cita os exemplos da Espanha que disponibilizou R$ 200 bilhões de euros. Lembrou também dos grandes investimentos dos Estados Unidos e da França. Segundo o congressista, “alguém pode dizer, são países ricos, agora, não é o caso de ser pais rico ou pobre ou mais ou menos, agora é o caso de um endividamento necessário e responsável socialmente”, acentuou o parlamentar.

Situação dos informais

“Vai haver um desemprego enorme. Vai haver uma crise de queda de renda muito grande”, enfatizou o deputado, lembrando que o impacto na economia será global. Como diminuir o impacto, principalmente, párea quem está no mercado informal? Questiona Fontana, citando como exemplo, o garçom que que é chamado para nos atender na sexta, no sábado num restaurante ganha R$ 150 reais a cada noite, e não vai mais ser chamado”. Outro questionamento do deputado é sobre a situação do “ cidadão pobre que vai lá na entrada do Beira Rio e na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, vender churrasquinho ou vender uma bebida, ganha. Ele ganha R$ 700 reais por mês no mercado informal. Outro exemplo: o motorista do UBER que peguei agora, vindo de casa para a Câmara, perguntei como está o teu movimento nos últimos dias?  Disse que está caindo de 30 a 40 %, ou seja, vai haver uma crise, uma queda de renda muito grande. ”

Investimento público

Fontana ressalta que “quando a gente fala num investimento público é, investimento de infraestrutura, para gerar emprego”, relançar um programa como minha casa, minha vida

Injetar investimentos em grandes obras que estão em andamento. Ele dá um exemplo gaúcho: Pode liberar amanhã, R$ 100 milhões de reais para cada uma das grandes obras do Sul:

BR 116, a BR 290, a BR 285 que falta um trecho de R$ 70 milhões, e a nova ponte dom Guaíba. Isso gera 3 a 4 mil empregos imediatamente. “ Um cara que estava vivendo de bicos, não sei aonde, de repente consegue entrar numa obra como essa. Isto alimenta o mercado interno.

Programa de renda mínima

A outra coisa que é indispensável, é a ampliação, que eu vou chamar de programa de renda mínima, afirma Fontana. “Pode ser uma bolsa família emergencial ou uma renda mínima para os próximos quatro meses. Para facilitar, permitir auto declaração e ele responde por aquilo que respondeu. Se alguém resolver fraudar, depois ele vai pagar. Não podemos criar filas. ”

Henrique Fontana destaca que tem que ter um programa pensando na economia e de repercussão social.

O fundamentalismo do Paulo Guedes tem que ser superado, não pode ter vacilo”, acentuou.

Faltou o Agro plano

Jerônimo Goergen: ” agronegócio pode sofrer um colapso econômico”.

Plano de ação contra os efeitos do coronavírus precisa incluir medida de apoio ao agro, cobra do governo o deputado Jerônimo Goergen (Progressista/RS). O parlamentar alerta para o risco de o setor produtivo sofrer um colapso econômico.

Jerônimo Goergen reclama que o presidente da República, Jair Bolsonaro, e seu principais ministros de Estado anunciaram, nesta quarta-feira (18), uma série de medidas administrativas, fiscais, sociais, econômicas e sanitárias visando o avanço do Coronavírus em solo nacional, mas faltou incluir medidas de apoio ao agronegócio.

Passivo do Funrural

O parlamentar acentua a gravidade da situação e, por ofício, encaminhado ao Ministério da Economia pede soluções práticas aos produtores rurais. Sugeriu no documento a suspensão do pagamento do passivo Funrural, tanto daqueles que aderiram quanto os que não optaram pelo Refis, por tempo indeterminado, até que o país retome a mínima normalidade.

Medidas Emergenciais

Jerônimo Goergen entende que o governo federal precisa definir outras medidas emergenciais para o agro, como a liberação de crédito e o refinanciamento de dívidas. “O alto grau de endividamento precisa ser enfrentado. Culturas como a do arroz, maçã pecuária, leite, coco, café, entre outros, passam por sérios problemas estruturais. E ainda temos os efeitos da seca para compor esse quadro muito preocupante.