21 de Maio de 2018
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Meta mínima dos grandes partidos é bancada de 50 deputados federais

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A meta mínima dos grandes partidos para as eleições de outubro é conquistar uma bancada acima de 50 deputados federais. 10 por cento ou mais da Câmara Baixa. Esta é a base de lançamento para um projeto de poder no novo governo, seja quem for o eleito. Este é o esforço das direções nacionais. Somente os “Quatro Grandes” (PT, MDB, PSDB e PP) têm certa segurança de atingir a quota.

Os demais vão à luta numa campanha ingrata, sem dinheiro e com forças majoritárias dispersas. O seja, sem o empurrão daqueles que poderiam ser bons puxadores de votos para os candidatos proporcionais. Os candidatos presidenciais, governadores e senadores estarão brigando noutro ringue, podendo auxiliar muito pouco os postulantes da planície, que terão de chegar ao eleitorado amagando a máxima de campanha pobre, os proverbiais Três Ss: Sola de Sapato, Suor e Saliva. Missão ingrata.

O PT espera recuperar a posição de maior partido parlamentar, estimando uma meta de 75 deputados. (A bancada petista será de deputados “ilegítimos”?). Em segundo vem o MDB, sem um número fixo, mas esperando alcançar a casa dos setenta. Depois vêm PSDB e PP, que já tem bancadas nutridas. Com isto formariam o pelotão dianteiro. Até aí nada de novo.

No segundo grupo, o PSD do ministro Gilberto Kassab está entrando firme no páreo. Segundo informações do setor empresarial, essa facção poderá lançar um candidato presidencial. Entretanto, esta não é uma posição fechada. Também PDT e PTB almejam posições no bloco dos 50 (pouco mais, pouco menos). Os partidos evangélicos, que vêm com tudo. Devem constituir um bloco, embora sejam divididos no espaço eleitoral. Cada um por si e o Divino por todos. Cada igreja com seus nomes. É assim: estão juntos nas questões fundamentais (ou fundamentalistas?), cada qual defendendo seus interesses específicos no varejo.

Já os pequenos e micropartidos estarão aí para catar as migalhas dos hegemônicos e dos médios, que armam o bote para partilhar o futuro governo. Na formação dos blocos pró e contra, deve sobrar alguma coisa para os nanicos, como arrumar um colo num futuro Centrão, se o novo presidente for da direita; ou um encosto na Base Aliada, se Ciro Gomes ou Fernando Haddad chegarem à frente.

Com o atual quadro de candidaturas, a partida final do segundo turno será entre esquerda (um dos dois mencionados acima), contra direita, possivelmente Jair Bolsonaro, que desde o “forfait” de Joaquim Barbosa está sozinho nessa raia. Entretanto, o segmento empresarial espera apresentar um novo nome para lugar do ex-ministro do STF.

Tudo isto por causa da partilha do fundo eleitoral, que será administrado pelos presidentes nacionais dos partidos, Ainda não há uma definição sobre eventuais quotas do financiamento público para partidos que venham com candidatos a presidentes, governadores e senadores. Por enquanto é um salve-se quem puder. É briga de facão no escuro.

Blogedgarlisboa/José Antônio Severo

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