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Mudando a História

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Com seus craques em campo, jogando em conjunto, como nunca ninguém viu, o Brasil derrotou seleções de grandes potências e garantiu os primeiros Jogos Olímpicos na América do Sul. As cidades que já sediaram Olimpíadas mudaram suas realidades tornando-se pontos econômicos ainda mais importantes. Há impulso em, todos os setores da economia. Começa pelo turismo, construção civil, aluguel, empresas de serviço, enfim, todos que atuam na economia inclusive na informal. Haverá uma injeção de recursos na economia e a própria mobilização provocada pelas Olimpíadas e que já começou em Copenhague, na Dinamarca, vai propiciar um novo padrão de desenvolvimento.

Um estudo encomendado pelo Ministério do Esporte estima um aumento de US$ 11 bilhões (R$ 22 bilhões) do Produto Interno Bruto brasileiro além da criação de 120.813 empresas por ano, entre 2009 e 2016. O Rio recebe 1,8 milhões de turistas estrangeiros por ano ou seja 36% dos turistas que chegam ao Brasil. Já para o ano que vem há uma projeção de 10% de aumento de visitantes estrangeiros. O estudo do Ministério do Esporte prevê também gastos públicos e privados de US$ 14,4 bilhões (R$ 28,8 bilhões) na organização dos jogos e na infra-estrutura. Os números indicam um aumento extra na economia quase duas vezes maior (US$ 24,6 bilhões) ou R$ 49, 2 bilhões, de 2009 a 2016. Só isso já nos dá a dimensão de uma Olimpíada no país.

A América do Sul mereceu a vez. A Espanha teve Barcelona há 17 anos, os Estados Unidos (EUA) realizaram a Copa do Mundo de 1994 e as Olimpíadas de Atlanta em 1996 e o Japão também teve Jogos Olímpicos.

Mas cá pra nós. Quem resiste: Pelé, Paulo Coelho, campões olímpicos, um timão de craques e porque não Lula, com seus cerca de 70% da aprovação nacional segundo as pesquisas. Tudo isso é o retrato claro da evolução econômica do país e que faz renascer o sonho olímpico dos brasileiros. O maior espetáculo esportivo do mundo atrai a cada edição, mais de dois bilhões de expectadores. E já antes de somarmos os pontos positivos dos 07 anos de trabalho que teremos pela frente já temos uma enorme vantagem: a divulgação internacional do Rio e do Brasil que, verba nenhuma poderia pagar, conforme assinalou o governador carioca Sérgio Cabral.

A verdade é que todos os brasileiros podem comemorar, pois os Estados também terão vantagens com o incremento do turismo. No Rio Grande do Sul, por exemplo, Canela, Gramado, Caxias, Bento Gonçalves com seu vale dos vinhedos terá também um aumento significativo na presença de turistas de todos os continentes. É hora dos Estados se integrarem ao desafio das Olimpíadas e mostrar, paralelamente, suas atrações para que o turista, já em seu país programe um roteiro para conhecer melhor o Brasil.

Edgar Lisboa é jornalista, colunista do Jornal do Comércio.