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Ministro da Defesa, Nelson Jobim (foto), porque mais de 70% do fardamento das Forças Armadas brasileiras é importado da China ao invés de ser comprado da indústria têxtil nacional, deixando de incentivar a geração de empregos e o desenvolvimento brasileiros e não levando em conta a ótima capacidade produtiva e tecnológica da indústria têxtil nacional?

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Negócio da China
nelson_jobimMinistro da Defesa, Nelson Jobim, porque mais de 70% do fardamento das Forças Armadas brasileiras é importado da China ao invés de ser comprado da indústria têxtil nacional, deixando de incentivar a geração de empregos e o desenvolvimento brasileiros e não levando em conta a ótima capacidade produtiva e tecnológica da indústria têxtil nacional? A pergunta não é minha. Quem a fez, por meio de requerimento de informações foi o deputado José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG).

O relator designado para o requerimento que passará pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional é o 1º vice-presidente da Câmara Federal, deputado gaúcho Marco Maia (PT). É bom lembramos que o PIB Têxtil do Brasil é de cerca de US$ 43 bilhões. A cadeia produtiva têxtil do Brasil é formada por 30 mil empresas entre fiações, tecelagens, malharias, estamparias, tinturarias e confecções, que geram 1,6 milhão de empregos formais e informais. Enfim, somos o sexto maior produtor têxtil do planeta e compramos fardamento da China.

Se negou a passar pelo bafômetro?

O deputado Beto Albuquerque (PSB) apresentou um projeto de lei que vai incomodar aqueles que ainda insistem em misturar direção e bebida alcoólica. Pela proposta, em caso da recusa do motorista de se submeter aos testes de alcoolemia, o agente de trânsito poderá comprovar o crime com “outras provas em direito admitidas acerca dos notórios sinais de embriaguez, excitação ou torpor, resultantes do consumo de álcool ou substâncias psicoativas”.

Mais uma chatice

Não bastasse o brasileiro ser praticamente obrigado a ouvir o programa eleitoral, agora a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) resolveu apresentar proposta para obrigar que emissoras radiofônicas e televisivas “cumpram sua finalidade social, destinando um mínimo de 10 minutos diários de sua programação, no intervalo entre seis e 22 horas, para propaganda das centrais sindicais”. O eleitor brasileiro não tem mais…paciência para mais uma chatice dessas. A função social das emissoras, como a deputada bem sabe, não é essa.

Corretagem de seguros no Simples

Concomitantemente, Albuquerque apresentou outra boa proposição: instituir o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, conhecido como “Simples Nacional”. De acordo com a justificativa do parlamentar, o regime que beneficia empresas com receita bruta anual igual ou inferior a R$ 2,4 milhões, não abrange diversos setores, entre eles a corretagem de seguros e a representação comercial. Para que isso não mais aconteça, Albuquerque apresentou um projeto de lei complementar. “Hoje, existem 70 mil corretores, pessoas físicas e jurídicas, agrupados em 24 sindicatos regionais e uma

Federação Nacional. A atividade é responsável pela geração de aproximadamente 200 mil empregos diretos e que contribuem majoritariamente para a comercialização de um volume de prêmios da ordem de R$ 32 bilhões” explica Albuquerque.

90 suaves prestações

Dividir as dívidas dos estudantes que usufruem do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) em 90 suaves prestações, mensais e sucessivas, com desconto de 50% sobre o saldo devedor. A autoria da idéia é do deputado Pompeo de Mattos (PDT). O pedetista propõe que a taxa de juros seja de 3,5% ao ano e que “os custos decorrentes do ajuste do saldo devedor vencido e dos descontos concedidos serão imputados ao Tesouro Nacional”.

Foto: divulgação