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aposentadoria de ex-governador

Pedro Simon abre mão de
aposentadoria de ex-governador

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O senador Pedro Simon pede transcrição, nos Anais do Senado, de ofício em que abre mão da aposentadoria de ex-governador do Rio Grande do Sul. Ofício neste sentido foi encaminhado hoje ao Governo do Estado.

Publiquei no blog no espaço “Este eu Confio”, a história de Pedro Simon.Repito agora, afirmando que, continuo confiando e  desafia alguém com autoridade para eu pensar o contrário.

Eu confio no Pedro Jorge Simon, um gaúcho, nascido em Caxias do Sul, 31 de janeiro de 1930, advogado e professor universitário, fez cursos de especialização em Roma e na Souborne, de Paris. Iniciou sua vida pública em Caxias do Sul, cidade industrial, como vereador em 1954. Antes, participou da política estudantil e presidiu a Junta Governativa da UNE. Deputado estadual por 16 anos, organizou a oposição ao regime militar no Rio Grande do Sul e coordenou, no PMDB nacional, a Campanha Diretas, Já.

Senador da República cumprindo quarto mandato, conhecido pelo perfil ético que sempre marcou sua vida pública, o senador Pedro Simon (PMDB/RS) foi apontado pelo Departamento Intersindical de Assuntos Parlamentares (Diap) em seu levantamento anual e pela imprensa nacional como um dos políticos mais influentes do Congresso brasileiro.

Conforme o Diap, Simon é “uma das reservas morais do Parlamento, é considerado um dos melhores oradores do Senado. Ético, trabalhador, responsável, é um político com passado limpo”.

Membro do grupo autêntico do PMDB e bom articulador político, foi um dos principais articuladores da campanha de Tancredo Neves à presidência da República. Coordenou as CPIs do impeachment de Collor e dos Anões do Orçamento e foi um dos principais participantes da CPI dos Bancos no Senado. Crítico da política de juros elevados, questiona a forma como foram feitas certas privatizações, como a Vale do Rio Doce, e defende a Petrobrás e o Banco do Brasil como empresas públicas.

Governou o Rio Grande do Sul no período de 1986 a 1990. Em seu governo, implantou a eleição direta para diretores de escolas, comprou terras para a reforma agrária e construiu estradas. Ainda na sua gestão, foram criadas as secretarias de Desenvolvimento e Relações Exteriores e da Ciência e Tecnologia. Na área cultural, sua maior realização foi a criação da Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre.

Ministro da Agricultura no governo José Sarney, indicado por Tancredo Neves, lançou o Programa de Cisternas contra a seca no Nordeste e reforçou o papel do ministério na defesa de preços mínimos justos para produtos agrícolas. Liderou o governo Itamar Franco, no Senado, e articulou a aprovação do Plano Real no Congresso.

É autor de lei que institui o Registro Único de Identidade Civil (Lei 9454/1997), que substitui por um número apenas todos os registros de identidade que hoje um cidadão é obrigado a manter. Importante contribuição para o combate ao crime organizado, a sonegação e falsificação de documentos, a lei ainda não foi regulamentada pelo Governo Federal.

Aprovou, no Senado, a nova Lei do Crime de Lavagem de Dinheiro, modernizando a legislação brasileira. O projeto (3443/2008) está na Câmara dos Deputados, com parecer favorável do relator. Simon sempre pautou sua atuação, no Senado, pela defesa de medidas e projetos de lei que moralizam e dão maior transparência na administração pública e na legislação eleitoral. Um exemplo é o projeto de lei que determina a publicação, pela justiça eleitoral, da lista de candidatos que respondem a processos; outro, impede o registro de candidatos condenados em primeira instância, conforme determina a Constituição em seu artigo 14.

Participou dos debates das reformas previdenciária e tributária, incluiu emendas nos projetos aprovados no Senado. Garantiu, na Reforma da Previdência, o direito à aposentadoria para trabalhadores informais; e, na reforma tributária, acrescentou emenda incluindo a Metade Sul e a Região Noroeste do estado no Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (projeto que tramita na Câmara dos Deputados). Com isso, habilitou essas áreas a receberem recursos federais e investimentos subsidiados.

É autor de mais de uma centena de livros sobre sua atividade parlamentar e temas de interesse regional nacional e internacional. Participa todos os anos da Feira do Livro de Porto Alegre. Em 2007, Simon lançou “Dois Mundos”, que analisa o abismo existente entre os excluídos e a parcela da população privilegiada. Em 2008, passou cinco horas autografando na 54ª Feira, “Reflexões para o Brasil do século 21”, uma coletânea de crônicas que comentam acontecimentos que impactaram a sociedade brasileira e avalia a atuação de personalidades da vida pública que admira, entre eles a ex-senadora Heloísa Helena, Frei Betto e Darcy Ribeiro.

Foram escritas duas biografias sobre o senador Pedro Simon: “Fascinante Vida de Pedro Simon: Sua Vida, Seu Tempo”, de José Bachieri Duarte (AGE Editorial) e “Quem é Pedro Simon”, de Luiz Gutemberg (Editoria Dédalo).

3 Comentários

  1. É um dos maiores nomes da nossa Pátria!
    Admiro-o veementemente!Ele é o homem público mais honesto desse século!
    Tem ideais firmes e convicção em sua luta!
    Pena não poder ser um dos nomes para a Presidência!Teria meu voto de coração!
    SE o perdermos em quem devemos crer?
    Infelizmente, a falta de informação criteriosa e consciente faz com que mtos brasileiros não saibam quem são as pessoas públicas em nosso país que realmente merecem crédito!
    Desejo que o Brasil tenha a felicidade de algum dia compreender isso!

  2. O Pedro Simom, Senador mais respeitado o Rio Grande Ofereceu ao Brasil…
    Gostaria de receber imformações sobre o andamento da renegociação dos contratos antigos do Fies.