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No DF, Agnelo prevê gastar na eleição o mesmo do que adversários juntos

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 ELEIÇÃO 2014 2O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que tenta reeleição, prevê gastos de até R$ 70 milhões na campanha eleitoral deste ano, valor equivalente à soma da estimativa de gastos dos outros cinco adversários na disputa pelo Palácio do Buriti.

Juntos, os seis candidatos calculam gastar até R$ 143 milhões – veja ao lado o valor estimado de cada campanha. Os dados foram apresentados pelos candidatos à Justiça Eleitoral no registro das candidaturas, cujo prazo terminou no último sábado (5).

Rodrigo Rollemberg, do PSB, prevê gastar até R$ 30 milhões e deve ter a segunda campanha mais cara do Distrito Federal.

O ex-governador José Roberto Arruda estima  gastos de até R$ 22 milhões, e Luiz Pitiman (PSDB), de R$ 20 milhões.

O menor gasto previsto para campanhas ao governo do Distrito Federal é o da candidata do PCO, Perci Marrara, que estima custo de R$ 50 mil. Toninho do PSOL tem o segundo menor valor de gasto previsto para a campanha: R$ 950 mil.

Candidatos Limite de gasto previsto
Agnelo (PT) R$ 70 milhões
Rollemberg (PSB) R$ 30 milhões
Arruda (PR) R$ 22 milhões
Luiz Pitiman (PSDB) R$ 20 milhões
Toninho do PSOL (PSOL) R$ 950 mil
Perci Marrara (PCO)  

R$ 50 mil

Juntos, os seis candidatos calculam gastar até R$ 143

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

ELEIÇÕES 2014

A Lei das Eleições prevê que o Congresso deve aprovar até 10 de junho do ano da eleição uma outra lei que defina os limites de gastos das campanhas por cada candidato.

Como isso não ocorreu, cada partido fixou internamente o teto das despesas. Entre os custos previstos na campanha estão propaganda, principalmente na TV, transporte com automóveis ou jatinhos, por exemplo, e pagamento de cabos eleitorais.

Assim como nas eleições anteriores, neste ano os candidatos poderão receber doações de empresas privadas para aplicar nas campanhas.

No ano passado, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal considerou ilegal que empresas doem a políticos, mas o julgamento não foi concluído. Se a maioria se mantiver e o julgamento terminar, a proibição só deverá valer a partir de 2016.(G1)