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Novos ares no ninho tucano

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O PSDB vai se opor à eleição do senador Renan Calheiros para a presidência do Senado Federal, anunciou o senador eleito Izalci Lucas, do Distrito Federal, presidente do diretório regional dos tucanos em Brasília. Na disputa interna entre os grupos liderados pelo presidente nacional Geraldo Alckmin e as novas lideranças do partido, os governadores tucanos: São Paulo, João Doria Júnior, que é seguido pelos governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azevedo, trabalham uma nova posição do partido, que é defendida também pelos jovens parlamentares do PSDB.

Aproximar da população

O deputado eleito, Lucas Redecker (PSDB-RS), que foi líder tucano na Assembleia do Rio Grande do Sul, disse que o PSDB enfrenta um desafio para que o partido consiga se comunicar novamente com a população, o que ele perdeu no decorrer do tempo. “Acho que isso é o resultado de muitos anos sem ter posição”. Por isso, concorda com o senador eleito por Brasília. Disse que tem se manifestado sobre isso, inclusive na reunião da executiva nacional.

PSDB não tem posição

No governo Michel Temer, por exemplo, quando nós tínhamos que aceitar ou não a denúncia contra o Temer no Congresso Nacional, lembrou o deputado, o PSDB não teve posição, a bancada se dividiu 50% para um lado e 50% para o outro, e era um momento de o PSDB mostrar oposição. As próprias denúncias contra membros do próprio PSDB; a questão é essa, o PSDB não tem posição em relação a isso, e isso vem sangrando e desgastando o partido com uma denúncia atrás da outra. Então mesmo que não tenha sido julgada até agora, isso desgasta o partido, porque tem que ter oposição.

Não é momento de ser oposição

“Não é o momento de o PSDB ser oposição ao governo Bolsonaro”, afirmou o deputado Lucas Redecker, acrescentando que o governo Bolsonaro tem muitas pautas tucanas. Uma delas é a diminuição da máquina pública e, também o combate à corrupção. Na avaliação do parlamentar, “o PSDB tem que manter a independência na participação do governo, sem ter ministérios, sem ter cargos, sem ter aquela negociação histórica que o Brasil está acostumado a ver”. O PSDB tem que participar do governo, votar a favor do governo de forma propositiva, dentro daquilo que é bom para o Brasil, sem perder a oposição e ter uma posição colaborativa em relação ao governo Bolsonaro.

Participação no governo

Na avaliação do deputado gaúcho, “caso o governo Bolsonaro de forma nacional, ache que tenha algum membro que possa contribuir, como já aconteceu com outros partidos, eu não vejo problema nenhum nestes membros do partido participarem do governo”, acentuou.

O quanto pior melhor

Para o deputado Lucas Redecker, o que o PSDB não pode “é fazer oposição o quanto pior melhor, porque perdemos para o Bolsonaro e porque teoricamente ele tirou um percentual histórico de eleitores que eram dos candidatos do PSDB, mas não podemos prejudicar o Brasil por isso, ao contrário, temos um dever muito maior de colaborar com o governo e com o Brasil”.

Edgar Lisboa