24 de setembro de 2018
Inicial / Repórter Brasília / Números do horror assustam o Brasil

Números do horror assustam o Brasil

Print Friendly, PDF & Email

Não bastassem os índices da economia, há números estarrecedores na rotina brasileira. O “Atlas da Violência” acaba de divulgar que os homicídios cresceram assustadoramente. Foram 603 mil pessoas mortas em 11 anos. Em números redondos, são 160 mortes por dia!!! Sem exageros, é como se caísse um avião a cada 24 horas…

Estamos diante de uma catástrofe social, e à quantidade some-se a qualidade das mortes: jovens pobres e negros, em particular no Norte e Nordeste estão entre as principais vítimas. A “guerra” é diária e assustadora.

Dos homicídios para o trânsito, é oportuno somar-se outro índice que entram nessa história de horror: 47 mil pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil. Os dados são da Escola Nacional de Seguros. Ela estimou que em 2016, esse número representaria um prejuízo de R$ 146 bilhões, ou 2,3% do PIB. O valor corresponde ao que seria gerado pela força de trabalho das vítimas que morreram ou ficaram inválidas.

Fechando a conta: as 130 pessoas que morrem diariamente no trânsito, somados aos 160 assassinados, como citei acima. São 290 brasileiros que desaparecem do mapa da sociedade, por dia!!!

Tristes e revoltantes dados. E o que os senhores candidatos presidenciais, já em campanha, projetam em seus programas de governo diante desses números de horror?

Política de preços da Petrobrás

O vice-líder do PT, na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), tem subido à tribuna, praticamente, todos os dias de sessão plenária do Legislativo, para cobrar soluções do governo, “pela crise mais aguda que o Brasil está vivendo dentro de um ambiente de crise institucional gravíssima, que é gerada pela explosão dos preços dos combustíveis”. O parlamentar responsabiliza a política de preços da Petrobrás, como causa do agravamento da situação. Disse que a empresa abriu mão “da nossa soberania de gerir a Petrobrás, ou seja, ruiu a ideia de dirigir a Petrobras como uma empresa privada, de dirigir a Petrobras liberando para os seus preços sejam dolarizados, que flutuem de acordo com o mercado internacional.”  O deputado sugere que a diminuição de preço dos combustíveis venha de um corte de uma parcela do lucro da Petrobrás. Fontana vai continuar cobrando providencias esta semana.

Produtores de leite gaúchos

O senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a cobrar do governo uma atenção maior aos produtores de leite.  Afirmou que os produtores do Rio Grande do Sul precisam renegociar com os bancos as dívidas resultantes da paralisação dos caminhoneiros, e estão com enormes dificuldades. Paim salientou que os pecuaristas não estão conseguindo pagar o que devem porque não conseguiram vender a produção de leite durante os dias em que o transporte foi prejudicado. Lamentou o dano causado à economia dos produtores que se obrigaram a descartar o produto pela impossibilidade de o levar aos centros consumidores.

Planos de Saúde

O cliente de plano de saúde pode ficar isento do cumprimento dos prazos de carência nos casos de urgência e emergência. É o que prevê projeto da senadora Rose de Freitas (Pode-ES), aprovado pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor do Senado (CTFC).  O projeto que agora segue para Comissão de Assuntos Sociais, também reduz para 120 dias o período de carência para internações hospitalares.

Coluna Repórter Brasília é publicada no Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul