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Radar Móvel: "uma fábrica de multas"

O Fim dos Radares Móveis

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou que pretende acabar com os radares móveis nas estradas brasileiras e ainda cancelou a instalação de 8 mil radares móveis em rodovias federais. “Isso é coisa de uma máfia de multas, é um dinheiro que vai para o bolso de poucos aqui, é uma indústria de multas”, denunciou. E prometeu: “A partir da semana que vem, não teremos mais essa covardia de radares móveis no Brasil”.

Fábrica de multas

O deputado Marlon Santos (PDT/RS) concorda com o presidente Bolsonaro na decisão de suspender os radares móveis. Na opinião do parlamentar, “às vezes, ele pensa certo, mas fala errado o que todo mundo quer falar”. O congressista afirmou que “tem medo de orçamento. Uma coisa é a fiscalização, mas o problema no Brasil é que no sistema político brasileiro, tu dá autoridade para alguém e vira estripulia”.

Fazendo campana

Marlon Santos: ” na subida, tem um policial escondido atrás de uma árvore fazendo campana”.

Na avaliação de Marlon Santos, “tem horas que o asfalto está bom, e tu vai andar a 80 km por hora num lugar que tu podes andar a 110. Aí, logo lá na subida, tem um policial escondido atrás de uma árvore fazendo campana”. E argumenta: “o indivíduo que está roubando, fazendo sacanagem, ele nunca nem vai passar por ali e, se ele passar, não está nem aí para a polícia nem para regra nenhuma”.

Só para multar

O parlamentar disse já ter sido vítima várias vezes. “Uma coisa são os pardais, outra coisa são os radares móveis, as campanas, que são feitas para multar; não é uma questão ostensiva”. Para o congressista, “se o radar móvel fosse feito para coibir a velocidade, tudo bem; mas não, ele é feito para multar. É a isso que o Bolsonaro está se referindo”.

Experiência de Butiá

O deputado conta que “tem um espaço, por exemplo, num lugar que eu já fui multado umas duas vezes. Fica ali na Vila do Butiá, na 290, quando tu vens de Cachoeira sentido Porto Alegre”. Segundo o parlamentar, “logo que passa o trevo do Butiá, eles erraram ali, eu acho a pista dupla, e assim, tu te obrigas a puxar para arrancar em cima da pista dupla, porque tu enxergas tudo para a frente, e não tem uma entrada, não tem nada. E logo depois é um pontilhado de mais de 2 km, e aí então é uma fábrica de fazer multas, porque te obriga a passar, e arranca já na faixa dupla”. Marlon reclama que “todo mundo fica ali justamente para te pegar. Quer dizer, ao invés de eles corrigirem um erro de sinalização eles ficam ali fazendo campana”.

Humilhado na estrada

“Ninguém quer acidente”, assinala Marlon Santos, “mas o problema é que virou uma coisa assim, tu dá autoridade pros caras e a gente fica humilhado na estrada. Eu esses dias fui atacado, fui multado; eu assino, eu fico quieto não discuto. Mas aí eu fico ouvindo o que eles estão fazendo com os outros. E é uma truculência que não tem explicação”.

País não comporta mais isso

O deputado afirmou que ele foi descer do carro “para falar para levar os documentos, enquanto um olhava a placa, e o cara que estava do lado quase sacou a arma para me atirar. Então é muita humilhação para um País que não comporta mais isso”. Marlon Santos reforçou que Bolsonaro fala o que todo mundo quer falar e não fala. “Tem coisas que ele fala que eu não concordo, mas nesse caso sou favorável”.

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