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Para garantir apoio à Dilma PT desiste de candidaturas em 12 Estados

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Para garantir apoio a candidata do partido a Presidência da República, o PT abre mão de disputa até onde tinha chances reais de vitória. Para agradar os aliados, o partido do presidente Lula deve abrir mão de candidaturas e busca consolidar o maior apoio possível à candidatura da ministra Dilma Rousseff. O Partido dos Trabalhadores está dando prioridades às alianças e por isso já desistiu de candidaturas em 12 Estados.Em cinco deles apóia o PMDB, parceiro considerado fundamental para a vitória sobre os tucanos. Dos dez candidatos próprios que tem, por enquanto, a maioria está no Norte e Nordeste.

O PT está sem candidato em estados considerados fundamentais como São Paulo e Minas Gerais, e com aliados divididos no Rio. Para tentar resolver esses impasses, o presidente nacional PT, José Eduardo Dutra, peregrina pelo país tentando acalmar os que insistem em candidatura própria, e os aliados que reclamam do apetite petista.

O caso mais complicado para o presidente do PT intermediar é o de Minas onde existem dois candidatos do partido: o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. Além disso, tem que se acertar com o PMDB que insiste na candidatura do ministro Helio Costa, das Comunicações.

Para José Eduardo Dutra, o melhor caminho é a solução negociada no PT com o PMDB. No momento não há preferência por candidaturas em Minas. A preferência, segundo o petista é pelo nome que unificar a candidatura nacional.

No Rio, a ministra tem que administrar o provável palanque duplo, Sérgio Cabral (PMDB) que já manifestou contrariedade em subir no palanque com o ex-governador Anthony Garotinho (PR)

O núcleo de candidatura do PT identifica problemas em vários Estados. A ministra já teve que entrar em campo na quinta-feira (25), para tentar resolver um impasse com seus aliados na Bahia. Conversou com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que insiste em disputar o governo baiano pelo PMDB contra reeleição do petista Jaques Wagner. A pacificação ainda está longe de ser conseguida.

Para Geddel Vieira Lima, não há acordo. “O PT não tem autoridade moral para pedir nada. Meu compromisso é matar ou morrer para a eleição de Dilma. Ela pode não fazer campanha na Bahia, como disse o presidente Lula. Se vier, terá que subir no palanque de Jaques num dia e no meu no outro”, assinalou Geddel.