19 de dezembro de 2018
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Pesquisas dominam as conversas

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No início dessa semana legislativa, nesta terça-feira (12), em Brasília, com os parlamentares ainda retornando de seus Estados, já em campanha, os assuntos que dominaram, nos corredores do Congresso Nacional, além da rejeição de 82 % do presidente Michel Temer, revelado na última pesquisa do Datafolha (após greve dos caminhoneiros), foi o resultado das pesquisas feitas no Rio Grande do Sul, pelo Instituto Paraná Pesquisas, que surpreendeu a muitos.

Governador surpreende

A maior surpresa, segundo especialistas políticos, foram os números alcançados pelo atual governador gaúcho, José Ivo Sartori. “ Com isso, ele vai para o segundo turno. Uma vaga, tudo indica será do Sartori. A segunda vaga está em aberto.  Quem sabe, pela primeira vez, o Rio Grande do Sul, não reeleja um governador”.

Queda da esquerda

Outro ponto que a pesquisa mostrou também é a queda da esquerda. O PT, por exemplo, sempre alcançava seus 30%, no Rio Grande do Sul. O candidato petista, Miguel Rossetto, agora, aparece na média, só com 10 pontos. Os outros candidatos: o tucano Eduardo Leite, 10,8%; Jairo Jorge, do PDT,8,2%; Luiz Carlos Heinze, PP, 6,0%; A seguir ficaram 9%; Hermes Zanetti, 2,9%; Abigail Pereira, 2,7%; Roberto Robaina, 2,4% e Mateus Bandeira,1,0%, que, segundo os analistas, surpreendeu negativamente.

Duas vagas no Senado

Para o Senado Ana Amélia (PP), lidera com folga ,44,5%, a seguir, vem Paulo Paim (PT) com 28,7%, Germano Rigotto (MDB), com 22,3% Alceu Collares (PDT), com 11,3%; Beto Albuquerque (PSB), 10,5; Sergio Wais (Novo), 3.0%.

Fortalecimento das Coligação

Uma nova coligação será efetivada nesta quinta-feira (14), no Rio Grande do Sul, e que vai apoiar o pré-candidato ao Governo do Estado, Luiz Carlos Heinz (PP). O acordo será sacramentado, amanhã, às 11 horas, em solenidade, no Hotel Everest entre: PP, Prós, PSC e Democratas. Desta coligação, avaliam os observadores políticos, sai o candidato a vice-governador de Heinze. A coligação vale para majoritária e proporcional. E claro, apoio também ao pré-candidato Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Com isso, o grupo ficará com uma bancada parlamentar robusta, cerca de 200 deputados e senadores.

Coligações e Televisão

A chave do sucesso, agora, com a falta de recursos e o curto espaço para campanha são acertar nas coligações e utilizar com competência a televisão e as mídias sociais.

Tudo indica que o MDB fechará acordos com o PSD e PSB. Já o PSDB trilha o caminho do PTB com Luiz Carlos Buzatto. O PDT com o ex-prefeito de Canoas, Jairo Jorge, PT, com Miguel Rossetto; PCdoB, Abigail Pereira e o PSOL com Roberto Robaina, ou seja, a esquerda definitivamente dividida no Rio Grande.

Palácio do Planalto

Dos candidatos ao Palácio do Planalto, a empolgação por algum nome ainda, não chegou aos eleitores.  Os que estão no páreo não encantaram ou como avaliam alguns políticos veteranos, não saíram do chão. No que diz respeito ao candidato do governo, Henrique Meirelles, errou o presidente Michel Temer ao anunciar antecipadamente que era candidato. Depois, segundo os especialistas, cometeu novo erro já ao apoiar, de imediato, Henrique Meirelles.

Corrida difícil

Ficam na polarização das apostas, Álvaro Dias, do PV e os polêmicos, Ciro Gomes (PDT) que fala muito e complica as alianças e o ex-presidente Fernando Collor que promete um reality show na tv pois com um documento do Supremo dizendo que não é culpado de nada, se diz injustiçado, fará uso com maestria do espaço de TV. Ele é bom nisso. Muitos acreditam que se Joaquim Barbosa não tivesse fugido da raia, seria um nome forte para subir a rampa palaciana. O gaúcho Nelson Jobim, com bastante credibilidade e experiência política pensou bem e resolveu cair fora. Está passeando na Europa.

Definições em julho

Enfim, em julho, acontecerão as convenções nacionais e o final dos acordos que podem levar, inclusive, a mudanças radicais nas coligações dos Estados. Mas a verdade é que todos fazem cálculos em cima dos espaços de TV e também do trabalho da militância na prospecção de recursos pois com a nova lei de cinco em cinco tem gente que pode arrecada bastante para uma campanha sem folga de recursos. E nas mídias sociais, quem investir em profissionais, competentes, para um trabalho de resultados fará a diferença na contagem dos votos.