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Pinguins chocam ovos no Gramadozoo em ambiente com inverno rigoroso

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É o segundo ano consecutivo que casal de pinguins-de-magalhães reproduz em cativeiro.

Pinguins Gramado II Gramado – O que era um fato inédito em zoológicos do Brasil até 2012 agora é realidade pelo segundo ano consecutivo no Gramadozoo. Depois do nascimento de dois filhotes no final do ano passado, um casal de pinguins-de-magalhães trabalha em conjunto para chocar mais dois ovos no ninho montado sob as pedras do recinto. O casal é o mesmo que reproduziu no ano passado. O fato demonstra a total adaptação da espécie ao pinguinário do Gramadozoo. Aliás, os cuidados da equipe são tantos que o recinto conta com aquecimento e até plantão 24 horas no inverno rigoroso.

Segundo a técnica em veterinária Christina Capalbo, a primeira postura ocorreu na segunda-feira, 28, e a outra na quarta, 30. O período de choca leva entre 38 e 42 dias. “O pinguim-de-magalhães é uma das espécies mais ameaçadas de extinção do mundo. Estamos felizes com o sucesso do nosso manejo e por contribuir com a preservação da espécie”, afirma Christina.

Os pinguins do Gramadozoo são sobreviventes de um derramamento de óleo em Santa Catarina e não teriam condições de voltar à vida livre. Os animais chegaram ao parque em 2009. O macho, que é o líder do bando, é cego de um olho e a fêmea apresentou problemas respiratórios. Eles formam casal desde a chegada ao pinguinário.

Conforme ela, pinguins são animais extremamente fieis. “Quando a fêmea ficou doente em 2011, o macho regurgitava a comida para dar para ela. O normal é o bando expulsar do grupo em caso de doença, mas ele cuidou dela”, recorda.

Apesar de crença popular de que pinguins gostam do frio, a postura dos ovos ocorre justamente após o início do calor. “Das 18 espécies de pinguins apenas quatro vivem no frio extremo. O pinguim-de-magalhães migra em correntes marítimas mais quentes em busca de alimento e para reproduzir”, explica a técnica em veterinária.

SAIBA MAIS

Espécies: existem 18 espécies conhecidas de pinguins e registros de quatro espécies que usam o litoral brasileiro durante a migração invernal: pinguim-rei (Aptenodytes patagonicus), pinguim-de-penacho-amarelo (Eudyptes chrysocome), pinguim-de-testa-amarela (Eudyptes chrysolophus) e pinguim-de-magalhães (Sphe-niscus magellanicus). O mais comum é o pinguim-de-magalhães, que recebeu esse nome porque o navegador Fernão de Magalhães foi o primeiro que os avistou em 1519 nas Ilhas Malvinas.

Fatores de risco: o derramamento de óleo é um dos principais fatores de risco para os pinguins e uma grande porcentagem atingida é de animais jovens. Os pinguins contaminados por petróleo acabam encalhando em praias e geralmente são levados a centros de reabilitação de fauna marinha que existem no país. Para que tenham êxito na recuperação, é necessário que combatam os efeitos primários do óleo que são: estresse, hipotermia, desidratação, irritação e hemorragias gastrointestinais.

Ameaçados: segundo apontamento da WWF de 2010, o pinguim-de-magalhães é o animal mais ameaçado de extinção. Fica na frente, inclusive, do urso panda. Em função da poluição dos mares, morrem 150 mil aves da espécie a cada ano.

Idade reprodutiva: entre 4 e 7 anos

Curiosidades sobre reprodução: se reproduzem de setembro a março em colônias numerosas distribuídas pela Argentina, Ilhas Falkland (Malvinas) e Chile, realizando anualmente movimentos migratórios sazonais para o Brasil. São animais monogâmicos (um casal por toda vida). Botam dois ovos e a incubação é de 38 a 42 dias. É comum apenas um ovo chocar. Os ninhos são feitos em tocas. O pai e a mãe chocam e cuidam dos filhotes, quando a mãe sai para caçar volta e alimenta o macho, quando já estão com filhotes alimenta os filhotes e o pai, quando o pai sai para caçar é feito o mesmo ritual. Como se reproduzem em colônias numerosas se localizam pela vocalização. Cada pinguim tem uma vocalização diferente. Os filhotes saem do ninho com 70 dias e vão para o mar.

Rota migratória: no inverno se deslocam para a costa brasileira, procurando correntes de águas mais quentes e mais oferta de alimentos, podendo ser avistados na costa da Bahia, Alagoas e Pernambuco. Os pinguins adultos migram para o Brasil de meados de setembro a meados de abril. Os pinguins mais jovens migram mais tarde, entre junho e novembro, podem ficar vagando durante até quatro anos em alto mar.

(Fotos: Divulgação Halder Ramos)

Um Comentário

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