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Por US$ 106 milhões, Picasso quebra recorde de obra de arte mais cara

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Pablo Picasso recuperou o título de artista mais caro do mundo após uma de suas pinturas ser vendida por US$ 106,5 milhões – o preço mais alto para uma obra de arte vendida em leilão e quebra o recorde anterior que fez pertencia a uma escultura de Alberto Giacometti vendida por US$ 104,3 milhões no mês de fevereiro pela casa de leilões Sotheby´s, em Londres.

Pintura Nu, Folhas Verdes e Busto de Picasso (Foto: Reuters)

A pintura de 1932 intitulada “Nu au Plateau de Sculpteur” (Nude, Green Leaves and Bust — ou Nu, Folhas Verdes e Busto, em tradução livre), de 162 centímetros de largura e 130 cm de altura, mostra Marie-Thérèse Walter, amante do pintor entre as décadas de 1920 e 1930.

Levou cerca de nove minutos até que o trabalho encontrasse um comprador na casa de leilões em Nova York. Os lances começaram em US$ 58 milhões. Com rapidez as apostas superaram os US$ 80 milhões até que um comprador, que apostava por telefone, propôs US$ 95 milhões. Incluído comissões, o valor do quadro chegou aos US$ 106,5 milhões.

O preço de venda superou as previsões da casa de leilão Christie´s, que considerava que a obra poderia alcançar entre US$ 70 e US$ 90 milhões. O trabalho pertencia a coleção da filantropa Frances Lasker Brody, mulher do promotor imobiliário Sidney F. Brody, morta no ano passado. A obra havia sido exibida publicamente apenas uma vez desde 1951, última vez que trocou de dono, de acordo com o blog “Arts Beat”, do The New York Times.