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Previdência: começa o debate - Blog Edgar Lisboa.Foto: Marcelo Bertani / AL-RS

Previdência: começa o debate

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A partir da instalação da Comissão de Constituição e Justiça, a reforma da Previdência, finalmente começa a primeira etapa do debate dentro do Congresso Nacional. Na avaliação do deputado Lucas Redecker (PSDB-RS), a partir de agora, “as coisas começam a esquentar um pouco mais”. Segundo o parlamentar, com os debates “nós vamos ver os posicionamentos, o que o governo vai ter que construir, o quê que de fato vai ficar para ser votado em plenário, o que o governo vai ter que flexibilizar para que se consiga fazer aprovar a reforma da Previdência de acordo com o andamento do Plenário”.

Reforma necessária

Lucas Redecker enfatiza que, “nós temos que ter a responsabilidade de aprovar a reforma da Previdência que o Brasil precisa, e não a reforma da Previdência que alguns querem. E que seja politicamente mais cômoda para um e para outro. A reforma que o Brasil precisa é a reforma necessária”, aconselhou.

Reforma com bônus e ônus

Para o parlamentar tucano, toda reforma tem bônus e ônus. “Não existe uma reforma da Previdência que apenas tenha bônus; toda reforma da Previdência tem ônus, principalmente para quem vota e para quem propõe”. O deputado destaca: “o ponto principal é acabar com o déficit da previdência no médio e no longo prazo”.  E argumenta: “nós não podemos ser irresponsáveis de aprovar uma reforma da Previdência que daqui a 4, 8 anos nós tenhamos de mudar novamente”, acentuou.

Grande prova do governo

Para Lucas Redecker, o governo já começou a trabalhar com relação as bancadas que já são da base, mas que são independentes, e esta vai ser a grande prova do governo Bolsonaro em relação a maioria aqui na Casa. Nós temos bancadas que são mais propícias a votar a favor de reformas. Usando como exemplo o próprio PSDB, que “é um partido reformista e não faz parte do governo. É um partido independente, que quer ajudar o Brasil e tem responsabilidade”. O deputado gaúcho, disse que vai depender agora das construções que o governo vai fazer em relação a esclarecimentos.

“Não podemos é desconstruir”

O deputado Tucano citou outro exemplo: “o caso do Benefício de Prestação Continuada – BPC. “O PSDB tem um posicionamento contrário às modificações. Isso tudo vai ser construído daqui para frente. Agora o que nós não podemos é desconstruir e desfocar cem por cento a reforma da Previdência, que daí nós vamos ter que, no próximo governo, fazer toda de novo para conseguir acabar com o rombo previdenciário.  Nossa grande responsabilidade é que quem for se aposentar daqui para frente, consiga na plenitude receber a sua previdência”, frisou.

Base aliada

Para o Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do Governo na Câmara, há um clima favorável para a discussão da reforma da Previdência, mas admite que há dificuldades para formar a base aliada ao Executivo e votar as pautas de interesse do presidente Jair Bolsonaro. “A gente tem de lembrar que o presidente foi eleito com a coligação de dois partidos apenas, e também não houve loteamento dos ministérios”, avalia.

Comunicação integrada

A Comunicação institucional integrada do Governo será comandada por um militar. O coronel Didio Pereira de Campos, ex-chefe da assessoria de imprensa do Exército, exercerá o posto de diretor do Departamento de Publicidade da Secretaria de Publicidade e Promoção da Secom, buscando um melhor diálogo do Palácio do Planalto com a sociedade.

Edgar Lisboa