24 de setembro de 2018
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Hermes Zaneti tem como um de seus principais apoiadores o ex-prefeito José Fortunati . Foto: Divulgação

PSB lança pré-candidatura de Hermes Zaneti ao Piratini

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A corrente interna do PSB “Levanta, Rio Grande!” lançou a pré-candidatura de Hermes Zaneti ao governo do Rio Grande do Sul em evento realizado no Chalé da Praça XV na noite desta quinta-feira (17). Deputado constituinte e ex-presidente do Cpers, Zaneti tem como um de seus principais apoiadores dentro do partido o recém-ingresso José Fortunati, ex-prefeito de Porto Alegre e que deverá concorrer ao Senado neste ano, mas não é um nome lançado pela totalidade da legenda.

O PSB realizará um encontro de seu diretório estadual no próximo dia 26 em que decidirá se apoia a candidatura de Zaneti, única lançada até o momento, ou se optará por compor a chapa de outras legendas. O partido faz parte da base de apoio do governador José Ivo Sartori (MDB) e teve até abril Fabiano Pereira (PSB) como integrante do secretariado na pasta de Obras, Saneamento e Habitação. Pereira deixou o cargo para concorrer nas próximas eleições.

Advogado e professor, Zaneti também é autor de vários livros. O mais recente deles, o “Complô – Como o sistema financeiros e seus agentes políticos sequestraram a economia brasileira”, foi lançado em 2017. Um dos focos da obra é explicar como se constituiu a dívida pública brasileira através de artimanhas “clandestinamente” incluídas na Constituição Federal e que permitiram que o Brasil, entre 1989 e maio de 2017, tenha pago R$ 25 trilhões (em valores corrigidos pela inflação) apenas em juros e encargos do refinanciamento da dívida.

Hermes Zaneti tem como um de seus principais apoiadores o ex-prefeito José Fortunati | Foto: Divulgação

Zaneti falou sobre esse tema no terceiro encontro do seminário “Desenvolvimento Nacional – Dilemas e Perspectivas” — evento realizado em parceria entre a UFRGS e as fundações ligadas aos partidos PCdoB, PT, PDT, PSOL e PSB —, no dia 16 de abril.

Na ocasião, ele defendeu que, para reverter o que chamou de “escravização” do Brasil pelo sistema financeiro, é necessário ser realizado um exame pericial e analítico dos atos e fatos constitutivos da dívida pública. “O que eu quero saber? Primeiro, a quem se deve. Segundo, se deve. Terceiro, por que deve? Quarto, a quem deve? E, quinto, como pode pagar? É o mais elementar direito democrático, o direito à informação, especialmente a informação de quem paga a conta. O povo brasileiro não sabe”.

blogedgarlisboa/Sul21/Divulgação