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PSDB quer explicações sobre irregularidades em obras de aeroportos

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“Tenho para mim que tão ou até mais grave que as irregularidades nas obras dos aeroportos constatadas pelo Tribunal de Contas da União é o comportamento omisso das autoridades que são responsáveis por elas”, alertou o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), com relação à matéria exibida pelo Fantástico na noite de domingo. “São inacreditáveis a ineficiência na gestão, a falta de ações após as denúncias feitas pelos órgãos de controle e a desfaçatez com que os envolvidos se eximem de responsabilidade quando surgem denúncias dessa gravidade”, completou.

O Líder tucano anunciou que apresentará nas Comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados requerimentos de convocação dos ministros Miriam Belchior (Planejamento) e Moreira Franco (Aviação Civil) para que prestem esclarecimentos sobre as denúncias. Também estuda protocolar representação no Ministério Público contra os responsáveis por improbidade por omissão.

Para Sampaio, o PT parece não ter consciência de que está no comando do governo federal há dez anos. “Nisso concordo com a ministra Miriam Belchior: estamos assistindo ao reflexo da paralisia do governo, que não executou as obras de infraestrutura necessárias para o país. Porém, é ridícula a tentativa de mais uma vez imputar a terceiros erros que são do próprio governo”, afirmou, lembrando que tanto Belchior quanto Dilma são conhecidas como “gerente e mãe do PAC”, respectivamente.

“A ministra Miriam Belchior teve a cara de pau de deixar transparecer em sua desastrosa entrevista que custaria mais caro ao país não ter obras do que fazê-las de qualquer jeito! O governo do PT, com essa linha de raciocínio, provoca um duplo prejuízo aos brasileiros: demora para tirar as obras do papel e quando consegue realizar algo, faz mal feito”, disse Carlos Sampaio.

Irregularidades apontadas pelo TCU – Superfaturamento, sobrepreço e atrasos por falta de projetos executivos estão entre as irregularidades apontadas pelo TCU. Para se ter uma ideia do grau de ineficiência, em Guarulhos (SP), onde foi dispensada a licitação para que execução da obra no terminal 4 fosse feita em prazo recorde, duas semanas antes da inauguração o teto desabou. Rachaduras e vazamentos foram posteriormente detectados e denunciados em relatório do TCU, que indicou ainda falhas na fiscalização. Em Vitória (ES), um rombo de R$ 43 milhões foi encontrado pelo Tribunal, que determinou o desconto do valor dos futuros pagamentos ao consórcio responsável pela obra. Desde então, a obra foi paralisada e já ultrapassou em 4 anos o prazo previsto para conclusão do novo terminal na capital capixaba.