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Racionalizar gasto público

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O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) volta a abordar um tema que os parlamentares não gostam de discutir muito: gastos da Câmara com os deputados.  “Nós somos sempre cobrados por privilégios e benefícios. Muitas coisas que são verdadeiras e muitas coisas que podem ser mudadas”, avalia o congressista. Segundo Goergen, há muitos anos ele propõe alterações, mas, infelizmente, “é uma tese que eu defendo, mas que não tem o apoio dos demais colegas”.

Gastos com os funcionais

“A imprensa tem divulgado comparativos dos deputados brasileiros com os suecos”, afirma Jerônimo Goergen, acrescentando, em vídeo gravado em frente a um bloco de apartamentos funcionais da Câmara, que quer fazer também uma comparação daquilo que está certo e daquilo que é impossível equiparar ao Brasil. “Estou em frente a um dos blocos de apartamentos funcionais. São apartamentos com mais de 200 metros quadrados em área nobre do Plano Piloto de Brasília, portanto, que pela expectativa, todos os apartamentos que a Câmara tem valem em torno de 2 bilhões e 200 milhões de reais”. Uma soma nada desprezível.

Altas somas em manutenção

O Senado não está neste cálculo do deputado gaúcho, que chama atenção também de alguns milhões para a manutenção com segurança, portaria, limpeza, enfim, despesas várias como despesas nossas, que moramos em hotéis e, esses hotéis, argumenta; que os apartamentos nos hotéis “ficam fechados à nossa disposição. Se nós mexermos isso, poderemos ter uma redução de gastos em torno de 400 milhões por ano e com um ganho ainda para a Câmara em torno de 2 bilhões e 300 milhões de reais, com a venda dos apartamentos funcionais”.

Formalização da proposta

Na avaliação do deputado progressista, “se fizermos a proposta que estou encaminhando, poderemos ter uma redução maior ainda na verba de moradia que nós temos. Se cada deputado não tiver um aparamento à sua disposição mesmo quando não está aqui e, sim, pagando uma diária de hotel que pode conveniar com a Câmara para ter um preço menor, nós teremos uma redução também da cota que é disponibilizada. É uma tese que defendo, e formalizarei novamente agora comparando com a situação da Suécia”.

Milhas em banco público

Outro ponto questionado pelo deputado Goergen, são as milhas. “Hoje não posso dar ao poder público as milhas que faço vindo à Brasília, mas se colocássemos isso em banco público, reduziríamos o gasto com passagem”.  Defende que a Câmara poderia fazer com as companhias aéreas um convênio para que a gente não pague tarifa cheia. Segundo o deputado, “às vezes tem votação de um dia para o outro, trocar passagem é um preço caríssimo. A compra de um volume de passagens pela média dos voos dos Estados, acentua o congressista, com uma redução de custo”. Para o deputado, “temos muita coisa para fazer e dar uma demonstração à sociedade de nossa produtividade legislativa. Nosso trabalho político não pode ser comparado com o gasto”, assinalou. Outros pontos abordados pelo parlamentar são o fim do auxílio mudança, e o fim do Fundo Eleitoral, que também é verba pública e acaba criando os laranjas.