Reflexões sobre o que interessa aos jornais e jornalistas | | Edgar Lisboa
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Reflexões sobre o que interessa aos jornais e jornalistas

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A edição de junho do Jornal ANJ chama atenção pela análise, por especialistas, dos assuntos que vem preocupando jornais e jornalistas no mundo todo. Um belo trabalho de edição do jornalista Carlos Muller.

O Diretor do Comitê de Relações Governamentais da ANJ, Paulo Tonet Camargo, avalia em artigo a “Armadilha da Lei de Imprensa”.Ele diz que “ a recente decisão do Supremo Tribunal Federal que revogou integralmente a Lei de Imprensa de 1967 – engendrada,portanto, em plena ditadura militar – é um marco histórico importante. Além de guardar memoráveis votos dos ministros, tendo à frente o relator Carlos Ayres Brito, ela também desmonta uma competente armadilha jurídica que acabou por dividir opiniões, inclusive as de alguns julgadores.

A armadilha consiste no fato de que, a pretexto de garantir o livre fluxo de informação e de opinião, assim como os direitos individuais eventualmente chamuscados por essa liberdade, a esperta norma na verdade limitava todas essas prerrogativas. A dinâmica dessa bem falecida lei era afirmar o direito para, em seguida, fazer as ressalvas do seu exercício.¨É livre manifestação do pensamento¨ e, ato contínuo, vinha o “não será tolerado. ( Íntegra página dois Jornal ANJ – www.anj.org.br );

Outra matéria obrigatória no Jornal ANJ é a entrevista com o Carlos Eduardo Lins da Silva. Ele diz que “ a solução para a crise dos jornais é mais jornalismo e não menos. O que está acontecendo nos Estados Unidos não acontecerá necessáriamente da mesma forma no Brasil. Mesmo assim, os brasileiros têm muito o que aprender com a experiência norte-americana e devem se alinhar ao online de uma maneira criativa, que faça com que possam ganhar dinheiro, já que as possibilidades são enormes.

Carlos Eduardo Lins da Silva, profundo conhecedor da realidade da imprensa norte-americana avalia o processo pelo qual os jornais vem passando lembrando que “ os sinais de que alguma coisa precisava ser feita radicalmente para evitar uma crise séria eram claros e vainham sendo emitidos há muito tempo. Aparentemente, houve um colossal e coletivo erro, por parte dos responsáveis pelos jornais.Por exemplo, diversas oportunidades foram dadas às empresas jornalísticas para que entrassem no ramo dos classificados eletrônicos, no ramo da informação eletrônica, de um modo geral. Empresas que hoje valem centenas de milhões de dólares, foram oferecidas às empresas jornalísticas por algumas dezenas de milhares de dólares, e a resposta, invariavelmente,era .” Não é este o nosso ramo” e coisa que o valha. Houve, em primeiro lugar, um adormecimento coletivo dos administradores das empresas jornalísticas americanas muito grande.
Esse é um dos responsáveis pelo imobilismo dos jornais aos sinais claros de que a ameaça de que o “roubo”, mais do que possível era concreto. E a resposta, em geral, dos administradores foi,na minha opinião, a pior possível:cortar custos, e cortar custos significava, basicamente, cortar papel – ou seja diminuir o produto – e cortar pessoal, se não principalmente, também na redação.