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Reforma ministerial teria o senador Izalci Lucas para o MEC

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 José Antônio Severo

O senador Izalci Lucas (PSDB/DF) pisa em ovos. Com seu nome cotado para ser o ministro da Educação na reforma ministerial especulada para o próximo mês de março, ele já está se defrontando com os desconfortos de um convite que não houve. Nem o presidente Jair Bolsonaro o chamou, nem seu partido alinha-se com o governo para ter um ministro no gabinete. Entretanto é assediado.

Sua posição forte, à porta do MEC, é a de vice-presidente da Frente Parlamentar Mista de Educação do Congresso, o primeiro nome do Senado (a presidente é a deputada federal Dorina Seabra – DEM/TO), uma configuração adequada ao atual governo que dispensou o partidos e se sustenta em frentes, em vez de siglas.

Falando à Agência Digital News, Izalci não desmente seu gosto pela sugestão: “Estou na política pela educação”, diz, enfatizando a prioridade de sua atuação parlamentar desde sempre. Entretanto, reconhece que no seu licenciamento poderia haver uma vantagem política para o governo, abrindo uma cadeira de senador para seu suplente, o advogado Luiz Felipe Belmonte, que é o terceiro integrante do trio de comando do partido do presidente da República, em campanha de organização.  “Meu primeiro suplente está no Aliança (pelo Brasil); seria muito interessante para o governo e seu partido ter mais um senador nas bancadas”.

Já nos bastidores do PSDB do Distrito Federal (Izalci é o presidente do diretório regional), o que se comenta é que Izalci tem um recall consolidado como candidato ao governo de Brasília, resíduo de sua candidatura abortada em 2018. Ele construiu uma candidatura a governador que, no entanto, foi trocada pelo apoio ao então candidato João Alberto Fraga, que, por razões nacionais, o então candidato e presidente do PSDB, ex-governador Geraldo Alkmin, e seu aliado na capital, senador Cristovam Buarque (então PPS), descartaram.  Izalci abriu mão. Fraga perdeu. Izalci concorreu ao Senado e venceu Cristovam Buarque. Agora seu nome volta à tona para o governo distrital.

Esse é o quadro político regional no Distrito Federal. O atual governador, Ibaneis Rocha, do MDB, oficialmente não ofereceria resistência, deixando o terreno livre para aliados trabalharem sua sucessão, pois se apresenta como pré-candidato a presidente da República. Entretanto, diante de novos fatos políticos, tanto no âmbito nacional do seu partido, como o crescimento da candidatura à reeleição do presidente Bolsonaro, Ibaneis estaria recuando para uma hipótese de reeleição. Nessa saia justa, Izalci não se expõe, sem negar nem desmobilizar seus correligionários tucanos: “é muito cedo para falar em eleições e candidaturas”, diz na esquiva clássica. Sua posição é de cautela, pois como em Brasília não há eleições municipais, ele não precisa se mobilizar para eleger prefeitos e vereadores, ganhando tempo para definições estratégicas. Pode esperar na moita.

Credenciais para o Ministério

Por outro lado, no cenário imediato, ele vê com bons olhos seu nome ser cogitado para o Ministério da Educação. Essa é sua área preferencial e foi a base de seu lançamento na política, quando ainda era presidente do Sindicato dos Contadores de Brasília, entre 1992 e 1994. Nessa gestão criou um programa de aproveitamento de vagas ociosas nas escolas particulares, denominado “cheque-educação”., que ao longo do tempo, atendeu a mais de 100 mil alunos de baixa renda. Esse programa inspirou e deu o formato para o PROUNI, do governo federal, que já atravessa o terceiro governo, uns de oposição aos outros, sem cair. Funciona. Uma ideia muito prática. Com essa chancela, Izalci foi o autor do primeiro projeto do na Câmara do ‘Escola Sem Partido”.

Com isto estaria alinhado com os propósitos do governo Bolsonaro de mexer no MEC. Entretanto, ele ressalva que o programa que está sendo posto em vigor é muito mais rigoroso do que sua proposta original: “o texto aprovado radicalizou”, diz o parlamentar.

É um nome forte no segmento de ensino. Segundo disse Izalci à reportagem, sua dedicação neste momento é aos trabalhos parlamentares. Assim ele pretende se apresentar na eventualidade de ser chamado para o governo. No Senado, participa ativamente de quatro comissões, dentre as quais a Comissão de Educação (CE) e Ciência e Tecnologia (CCT), as duas ligadas à educação, além de também fazer parte da CDR e da CRA. Na atividade pluripartidária é membro de 14 frentes parlamentares e de dois Grupos Parlamentares (GPChina e GPSingapura). Com isto, pode arguir legitimidade para uma indicação suprapartidária para integrar o ministério, como membro de uma frente, tal como outros ministros da chamada área técnica. O PSDB, diz, não lhe deu nenhum sinal negativo, nem mesmo o rival do atual presidente, o governador de São Paulo, João Dória Júnior, disse palavra discordando. Nesse aspecto, estaria livre para se posicionar como ministro de frente parlamentar.

Ele considera-se legitimo para se colocar no cenário com a beca de educador.  Antes de entrar na política, já filiando-se ao PSDB, em 1996, Izalci foi professor e presidente de sindicato de profissionais. Seu projeto mais vigoroso foi na área de ensino, o programa das bolsas do cheque-educação. Com isso elegeu-se deputado distrital, em 1998, reeleito em 2002. No âmbito do DF, integrou o executivo distrital sempre ligado às áreas de educação e ciência. Foi secretário de Ciência e Tecnologia e secretário de Educação de Brasília. Isto catapultou sua carreira política, eleito deputado federal em 2010, reeleito em 2014 e, atualmente, senador. Sempre pelo PSDB.” É um grande partido”, comenta. NO ranking dos observadores parlamentares, figura em primeiro lugar no DF e 25º na lista nacional.

Blog Edgar Lisboa

Um Comentário

  1. Com certeza é o melhor nome para o Ministério da Educação, sempre vejo este senador Izalci Lucas , ligado a área de educação.