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Bohn Gass

Reforma tributária na Câmara

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Entre avanços e retrocessos a reforma tributária resiste para entrar em pauta, na Câmara dos Deputados. Parlamentares de esquerda pressionam e querem a inclusão da cobrança de imposto sobre o patrimônio. Argumentam que os consumidores, pagando menos impostos, podem consumir mais, estimulando a economia.

Subiu no telhado

Para o deputado Giovani Feltes (MDB/RS), a reforma tributária subiu no telhado. “Eu estava convicto de que as coisas poderiam andar bastante, convergimos para isso, mas eu lamento muito. Falo isso assim de forma meio lamentável, porque a coisa vai ser meio complicada de acontecer”.

Ano de eleição, mais difícil

Na opinião de Giovani Feltes, “antes do final do ano, nem pensar que a reforma tributária caminhe no Parlamento”. O congressista argumenta que “quando a coisa mexe também em interesses diretamente dos municípios e dos estados, em 2020, tem eleição municipal, fica difícil”. Segundo o parlamentar, “acaba sendo quase que um impeditivo para o ano que vem a gente discutir. E isso é uma coisa que se arrasta longamente, não é uma coisa que vota logo como se fosse a aprovação de uma indicação de uma pista”, assinalou.

O deputado conclui que nem mesmo no próximo ano a proposta deve andar no Congresso. “Eu gostaria que isso acontecesse, mas a percepção que eu tenho é essa, não vai andar”.

Apoio da esquerda

O gaúcho Bohn Gass (PT/RS) afirma que “o que o País precisa mesmo é a reforma tributária, porque as outras reformas, todas elas poupam o andar de cima e penalizam, tirando direitos do andar de baixo”.Para Bohn Gass, “a Reforma Tributária é quem daria condições de então taxar, tributar e fazer justiça tributária, cobrando de quem tem renda, quem tem patrimônio, quem tem lucro”. Nesses, acentua o petista, “o governo nunca mexe”.

Os pobres que pagam

O grande problema, segundo Bohn Gass, “é isso, a tributação sobre o consumo são os pobres que pagam sobre a sua renda, progressividade, ela vai ser progressiva e não regressiva. A gente está cobrando isso, só que tem uma maioria no governo, e tanto o Congresso, o Senado e a Câmara, priorizaram tocar as pautas que prestava o capital ao Paulo Guedes e ao governo. Esse é o problema”.

Setor Privado

O deputado Enio Verri, do PT do Paraná, acha muito difícil que o país cresça apenas pela mão do setor privado. Embora reconheça que, a longo prazo, o governo possa mudar essa realidade. Hoje, segundo o congressista, o ministro da Economia, Paulo Guedes, com sua política recessiva, possa fazer o País crescer.

O deputado disse que nunca houve um entendimento tão amplo entre os parlamentares para aprovação da reforma.

Consumir mais

A única divergência fica por conta da necessidade de tributar mais o patrimônio e a renda do que o consumo, como ocorre no resto do mundo. Os consumidores pagando menos impostos podem consumir mais estimulando a demanda na economia.

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