30 de novembro de 2017
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República Abalada por denúncias de empresários - Blog Edgar Lisboa. Foto: Lucio Bernardo jr./ Câmara dos Deputados

República Abalada por denúncias de empresários

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República Abalada por denúncias de empresários – Blog Edgar Lisboa. Foto: Lucio Bernardo jr./ Câmara dos Deputados

No momento em que o país dava sinais de recuperação na economia e o emprego mostrava sinais de melhora, uma “bomba” estrategicamente posicionada por empresários da JBS, deixa todos perplexos e a República abalada. Começa uma crise em meio a especulações de caminhos a serem tomados e até mesmo a renúncia do presidente Michel Temer. Na metade da tarde, o presidente fez um pronunciamento claro e direto, de que não vai renunciar.

País vai parar

O deputado José Fogaça (PMDB-RS) disse que as perspectivas são sombrias: “vejo a situação muito grave e o que está visível desde logo é que para tudo: reformas e mudanças na economia”. Para Fogaça, “isso é algo que não depende da vontade de ninguém. Vai acontecer automático e coletivamente. Esse país vai parar. A questão da situação do presidente é muito delicada”, assinalou.

Na opinião de José Fogaça, impeachment como pedem alguns parlamentares é improvável. “O problema são os prazos legais e Constitucionais. Leva quase um ano de discussão em comissões. Até que se dê a posse de um novo presidente acabou o mandato”. Os prazos estão muito curtos para isso.

Uma solução prática e imediata para o país seria uma atitude do presidente. Nem falo em renúncia. “É óbvio que a atitude do presidente neste momento seria o ato mais recomendável, mais prático”.

Eleições Gerais

Eleições Gerais, segundo Fogaça, “a própria Câmara não aprovaria uma Emenda Constitucional para eleições gerais. Eu até seria favorável. Mas temos ainda a questão de prazo. Para convocar eleições gerais para a Presidência da República teríamos vários problemas: um deles é a manipulação, num prazo muito curto. As eleições teriam menos transparência, menos regularidade; candidatos antigos e novos. Aventureiros do passado e aventureiros do futuro poderiam se aproveitar da situação do momento”.

Leis Iguais para Todos

A senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) declarou que “a sociedade está perplexa e atônita. Temer deve renunciar para apressar o desfecho da gravíssima crise. A régua moral e as leis são iguais para todos. A saída precisa ser constitucional” finalizou a senadora.

Perda de Legitimidade

O deputado Afonso Motta (PDT/RS), diz que se a situação política e institucional no País já era dramática; agora, com os fatos denunciados, com a expectativa nacional, com a perda total da legitimidade por parte do presidente Michel Temer para continuar à frente do País, nós estamos pedindo o seu afastamento e estamos pedindo eleições diretas para a Presidência da República já.

Chapa Dilma-Temer

Na avaliação de Paulo Paim (PT-RS), eleições gerais é a saída para resolver a crise política após as delações do grupo JBS envolvendo o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSBD-MG). Paim disse que o ideal seria o presidente renunciar, mas, caso isso não ocorra, que o Tribunal Superior Eleitoral possa julgar a cassação da chapa Dilma-Temer.

Coragem do Congresso

O senador Lasier Martins (PSD-RS) afirmou que, se for comprovado o suposto diálogo em que o presidente Michel Temer fala sobre a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, é preciso o Congresso Nacional ter coragem para aprovar o impeachment do atual chefe do Executivo. Apelou ao presidente do TSE, Gilmar Mendes, para que antecipe o julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma Temer.