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Rio não precisa de Força Nacional

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Brasília – Não há necessidade de interferência da Força Nacional para ajudar o governo do Rio de Janeiro no combate à criminalidade disse o ministro da Justiça, Tarso Genro. Ele fez a afirmação ao comentar o confronto entre traficantes e policiais ocorridos neste sábado na capital fluminse. Os tiroteios provocaram 12 mortes – dez bandidos e dois policiais -, a explosão de um helicóptero e o incêndio de pelo menos dez ônibus.

Tarso Genro informou que conversou com o governador do Rio, Sérgio Cabral, sobre os tiroteios entre traficantes do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte do Rio, o que levou a polícia a intervir no confronto. De acordo com o ministro, Cabral disse que a Polícia Militar e a Polícia Civil têm equipamentos e condições suficientes para continuar o seu trabalho, cujo sucesso não depende de mais pessoal nem de mais armamentos, mas da continuidade das ações preventivas para o enfrentamento do crime.

O ministro afirmou que acontecimentos como os de hoje podem voltar a ocorrer e não devem significar abalo para o Comitê Olímpico Internacional, que escolheu a cidade do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016, ou provocar expectativas negativas em relação à realização da Copa do Mundo, em 2014 (o Rio será uma das doze cidades-sede do Mundial).

“Ao escolher a cidade, eles já tinham conhecimento do trabalho que vem sendo realizado na área da prevenção e que continuará, pois vem fazer face à omissão do Estado nas últimas décadas em relação à segurança pública”, afirmou Tarso. Nos próximos anos, segundo ele, a cidade estará em melhores condições para sediar os eventos, porque os programas em execução vão preparar o Rio para recebê-los.

O governo federal poderá repor, em breve, o helicóptero destruído pelos traficantes, caso receba pedido do governo fluminense, segundo Tarso Genro. Ele afirmou que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as ações do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci) reduziram os espaços ocupados pelo tráfico de drogas. Por isso, assinalou, ocorrem fatos como os de hoje, nos quais territórios do crime começam a ser disputados por facções rivais.