14 de dezembro de 2017
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PGR apresenta denúncia contra senadores do PMDB envolvidos na Lava Jato - Blog Edgar Lisboa. Foto: Divulgação

Rodrigo Janot determina exoneração de procurador preso em operação da PF

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Rodrigo Janot determina exoneração de procurador preso em operação da PF – Blog Edgar Lisboa. Foto: Divulgação

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou na manhã desta quinta-feira (18) uma mensagem aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF), em que confirma ter pedido ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão preventiva do procurador Ângelo Goulart Vilela, preso nesta manhã pela Polícia Federal (PF). Janot pediu também a prisão preventiva do advogado Willer Tomaz.

Argumentou Janot: “as prisões preventivas foram por mim pedidas com o objetivo de interromper suas atividades ilícitas”, justifica-se Janot na mensagem, alegando que a nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada esta manhã, “tem um gosto amargo para o MPF”. De acordo com o procurador-geral, os pedidos de prisões de Vilela e de Tomaz estão “embasados em robusta documentação, coletada por meio de ação controlada”.

Além da prisão do procurador, Janot determinou sua imediata exoneração da função de assessor da Procuradoria-Geral Eleitoral, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e revogou a participação do procurador na força-tarefa do caso Greenfield, que apura suspeitas de irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensões do país.

A prisão de Vilela foi executada por agentes federais acompanhados por dois procuradores regionais da República. Policiais federais também apreenderam documentos em endereços ligados a Vilela, inclusive no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o procurador trabalha atualmente. “A responsabilidade criminal do procurador e dos demais suspeitos atingidos pela operação de hoje será demonstrada no curso do processo perante juízos competentes, asseguradas todas as garantias constitucionais e legais”, assegurou Janot, confirmando que Vilela e Tomaz são investigados por tentativa de interferir nas investigações da Operação Greenfield e de atrapalhar o processo de negociação de acordo de colaboração premiada de Joesley Batista, dono do grupo JBS.

Agência Digital News/Blog Edgar Lisboa