24 de setembro de 2018
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Rota Caminhos da Neve espera decisão do Ministério do Turismo

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Rota Caminhos da Neve, ponte das Goiabeiras

o coordenador do Grupo da Rota Caminhos da Neve, Jaziel de Aguiar Pereira entregou ao Ministro do Turismo, Vinicius Lummertz,  Abaixo-Assinado com assinaturas de centenas lideranças do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O documento pede apoio ao ministério do Turismo para a Rota Caminhos da Neve. Reforça, principalmente, uma solução para a Ponte das Goiabeiras que é o ponto mais crítico da estrada. Jaziel esclareceu que a Rota Caminhos da Neve, é o futuro roteiro turístico que interligará Gramado a Florianópolis. Com a publicação no Diário Oficial da União, a Federalização, da rodovia permite ao Ministério dos Transportes realizar investimentos para conclusão da pavimentação de 44 quilômetros no RS e 15 quilômetros em SC.

O problema mais grave é Ponte das Goiabeiras, no Rio Pelotas, que já foi derrubada pelas águas e árvores, quatro vezes em 2018. A recuperação da ponte tem sido realizado pelos próprios produtores dos dois Estados.

Foi compartilhado uma série de informações técnicas com o ministro Vinicius Lummertz. No documento consta que a falta da pavimentação da rodovia, tem causado prejuízos que ultrapassa os R$ 100 Milhões por ano aos empreendimentos do trade turístico (comércio, hotéis, restaurantes, pousadas, vinícolas, etc.,). O Estudo que o Rio Grande vem desenvolvendo aponta para um fluxo de mais de mil veículos que irão circular entre Bom Jesus e São Joaquim devido a nova rota entre Gramado e Florianópolis.

Inúmeros problemas logísticos são enfrentando pelos moradores e produtores rurais da região, como por exemplo, o arroz do Vale do Araranguá poderá chegar em Lages por um caminho mais curto. Atualmente tem que seguir pela BR-101 até Palhoça e depois subir pela BR-282 até chegar à Lages. A situação da madeira produzida nos Campos de Cima da Serra, em grande parte é levada para perto de Porto Alegre, mas poderia seguir para a  Serra Catarinense. Isso representaria uma economia de 744 mil km por ano.

A logística da maçã da região também é afetada. Os produtores levam a fruta para Fraiburgo, percorrendo entre 305 mil a 427 mil km a mais por ano. Os fruticultores têm recebido em média R$ 0,67 pelo quilo da maçã, sendo que para o consumidor final há registros que variam entre R$ 8,00, R$ 9,00 e até R$ 12,00 o quilo. Com a pavimentação da rota Caminhos da Neve, haveria novas oportunidades de agregar valor, com a industrialização e comercialização de sucos e derivados da maçã.

Todas essas informações foram levadas ao conhecimento do ministro, através do Abaixo-Assinado, objetivando ajuda para resolver o problema da ponte. Foi solicitado ainda apoio para que o ministério dos Transportes gere, o mais breve possível, o número da nova BR. Assim o Dnit poderá oficialmente entrar em ação. O representante da região, solicitou também a liberação de R$ 2,5 milhões para pagar o Projeto Executivo. Por último, Jaziel de Aguiar Pereira pediu ajuda do ministério do Turismo para agilizar junto ao ministério do Planejamento para que a pavimentação da Rota Caminhos da Neve seja considerada uma obra prioritária no Sul do Brasil.

Blog Edgar Lisboa / Artur Hugen

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