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Secretário explica por que GDF só recebeu R$ 4 mil por jogo no Mané Garrincha

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Claudio Monteiro, Câmara Legislativa,Foto Rinaldo Morelli,CLDFO secretário especial da Copa, Cláudio Monteiro, confirmou à Comissão Especial da Câmara Legislativa que fiscaliza a organização do evento no DF, que a Terracap só recebeu cerca de R$ 4 mil, pagos em documento de arrecadação fiscal (DARF), para ceder o Estádio Mané Garrincha à empresa terceirizada, contratada pelo time do Santos para administrar a arrecadação da partida com o Flamengo, no último domingo.

“A taxa cobrada é o que determina a lei para a ocupação de próprios públicos”, enfatizou o secretário, diante da persistência da deputada Eliana Pedrosa (PSD), membro daquela comissão, em  contestar o baixo valor cobrado em relação à renda anunciada do jogo, de cerca de R$ 7 milhões.

Monteiro prestou depoimento como convidado da comissão, nesta quarta-feira (29). Ele  defendeu que a economia do DF foi beneficiada com a partida, citando estudo da Codeplan que, segundo ressaltou, aponta uma arrecadação, pelo comércio da cidade, de cerca de R$ 12,5 milhões em dia de jogos de grande público, como o de domingo. “Nossa preocupação é também gerar emprego e renda. E esse jogo foi um brinde para a cidade”, comemorou, mesmo diante das críticas. Ele disse que, por exigência da Fifa e do Comitê Organizador Local (COL), o GDF teria de realizar um segundo jogo teste no Mané Garrincha, antes da Copa das Confederações.

O secretário também foi questionado pelo presidente da Comissão Especial Copa, deputado Olair Francisco (PT do B), sobre as falhas no sistema de acesso ao estádio, destacando que inclusive ele teve dificuldades de entrar no Mané Garrinha. O distrital também cobrou medidas para ampliar a sinalização ao público. Monteiro, que estava acompanhado de representantes da Polícia Militar e do Detran, garantiu que para o próximo jogo, na abertura da Copa das Confederações, quatro mil profissionais de segurança estarão trabalhando no estádio e imediações.

Monteiro foi cobrado ainda, pelas deputadas Eliana Pedrosa e Celina Leão (PSD), a explicar um novo termo aditivo para a obras do estádio, de cerca de R$ 161 milhões, divulgado recentemente. Pedrosa pediu explicações sobre o valor total da obra, que seria de R$ 1,4 bilhão. “Essas parcelas anunciadas não estão em acordo com o produto. A senhora está equivocada”, contestou o secretário, lembrando que muitas das obras que são consideradas como relativas à organização da Copa são de infraestrutura para a cidade.

Zildenor Ferreira Dourado – Coordenadoria de Comunicação Social