Segunda-feira, 29 de junho de 2009 | | Edgar Lisboa
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Segunda-feira, 29 de junho de 2009

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Engodo da educação gaúcha
Dados de 2008 divulgados pelo Ministério da Educação revelam que quatro estados e 165 municípios brasileiros estão descumprindo a Constituição Federal quanto à destinação dos 25% dos seus orçamentos para a Educação. O Rio Grande do Sul é a unidade da Federação que está mais distante deste percentual, pois destina apenas 18,4% de sua verba para o setor educacional. “Lamento, em nome do povo gaúcho, que o nosso Estado seja um campeão às avessas da desqualificação da Educação”, comentou a presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputada Maria do Rosário (PT). A petista classificou a tentativa de incluir aposentados e pensionistas no cálculo para a educação como “um engodo que fere a sociedade brasileira, os educadores e a Constituição”. Para a parlamentar, “o Rio Grande do Sul tem hoje uma gestão comprometida no plano estadual, enfrenta situações muito difíceis, com denúncias que envolvem a governadora Yeda Crusius, que nem bem se aproxima do fim do seu mandato e já não cumpre suas metas constitucionais”.

Fontana defende Minc
Em audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT), tentou amainar os ânimos dos deputados que descascavam o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. “Uma frase não apaga uma história de vida, não serve para julgar uma vida”, disse Fontana em relação ao fato de Minc ter chamado os agricultores e pecuaristas de vigaristas. Não é verdade, Fontana, no caso do deputado Sérgio Moraes (PTB), aquele que está se lixando para a opinião pública, uma frase serviu para que a população brasileira julgasse uma vida.

Medicina em Cuba
“Deixo registrada minha inconformidade com a postura do governo brasileiro, manifestada pelos dois ministros (Educação e Saúde) que olharam somente para o lado dos brasileiros diplomados em Cuba, esquecendo-se dos brasileiros que cursaram Medicina em outros países, das Américas, da Europa, de todo o mundo”, protestou da tribuna o deputado Germano Bonow (DEM).

Demérito de Jobim
“Se um país consegue achar petróleo a seis mil metros de profundidade, não vamos conseguir achar uma caixa-preta a dois mil metros?”, desafiou, na época do acidente do voo da Air France, o presidente Lula e sua latejante inteligência. Neste fim de semana, Aeronáutica e Marinha anunciaram o encerramento das buscas por corpos e destroços do voo 447 e o demérito recai sobre o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Depois de quase um mês de operação conjunta de militares brasileiros e franceses com 12 aviões e 11 navios, não foram encontrados nem a tal caixa-preta desejada por Lula, nem os 177 corpos desaparecidos. Só 51 corpos foram localizados, sendo apenas 10 de brasileiros. E agora Lula? A pergunta se inverte: se não conseguimos encontrar nem uma caixa-preta a dois mil metros, nem os despojos mortais de brasileiros, acharemos ouro negro a seis mil metros?

CURTA
– O senador Pedro Simon (PMDB) apresentou proposta de modificações na lei que “define os crimes contra o sistema financeiro nacional”. O peemedebista quer maior “controle e acompanhamento do mercado” devido à última crise financeira internacional.