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Senado convoca presidente da Vale para explicar tragédias em Minas Gerais

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José Antônio Severo

O Senado decidiu aprofundar as investigações sobre as tragédias de rompimento de barragens no País, especialmente em Minas Gerais. Além de uma CPI mista das duas casas do Congresso, agora há esta chamada para depoimento do presidente da empresa responsável pelos dois últimos acidentes.

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, foi convocado a depor na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado Federal, por iniciativa da senadora Rose de Freitas, do partido PODE do Espírito Santo. O requerimento da parlamentar capixaba foi aprovado nesta tarde de quarta-feira., e tem como objetivo, segundo da proposta, “para prestar esclarecimentos sobre construções e fiscalização relativas aos projetos de contenção de resíduos”. Ainda não tem data o depoimento do executivo.

Como se recorda, o estado do Espírito Santo foi duramente atingido pelos resíduos que vasaram da barragem de Mariana, que ruiu há três anos, e que ainda deixam sequelas ao longo do Rio Doce e no litoral daquele estado.

Schvatsman é engenheiro de produção graduado pela Universidade de São Paulo, que fez sua carreira profissional na indústria, ligado aos setores de petroquímica, madeiras e de papel e celulose. Antes de entrar na Vale, ele foi presidente de uma das maiores produtoras de papel e celulose do mundo, a Klabin Irmãos & Companhia.
Antes, foi diretor da Ultrapar, que opera no setor de distribuição de combustíveis, tendo entre suas controladas a Companhia de Petróleo Ipiranga ( que ainda tem sede jurídica  no Rijo Grnde do Sul) e a Ultragaz, especializada em gases de cozinha e industriais. A outra foi a Duratex, do ramo de madeiras industrializadas. Nesse depoimento Schvartsman terá de explicar, também, o recente rompimento da barragem de Brumadinho, também pertencente à Vale, e demonstrar os programas da empresa para evitar novas tragédias e seus planos para desativação de plantas obsoletas que põem em perigo populações ribeirinhas e o meio ambiente.

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