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Coluna Repórter Brasília

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Palocci presidente
O ex-governador Germano Rigotto acredita que o cenário político nacional ainda está indefinido. Grande prova, segundo ele, é a candidatura de Marina Silva à Presidência da República, que há um mês não passava pela cabeça de ninguém. Ele atenta para o nome de Antonio Palocci. Com a decisão que o STF deve tomar nesta quinta-feira, da não abertura de processo, por falta de provas, contra o ex-ministro no episódio do caseiro, deixará Palocci liberado para o pleito de 2010. “Ele pode concorrer tanto à Presidência da República, quanto ao Governo de São Paulo”, afirmou. Rigotto defende que o PMDB tenha um candidato próprio e que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, é o nome ideal para representar o partido nas eleições do ano que vem.

40 horas semanais
“Não devemos nos engessar ao número de horas trabalhadas por lei”, declarou o vice-Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), responsável pelo comércio internacional, Paulo Tigre, em comissão geral do Congresso Nacional para discutir a jornada de trabalho de 40 horas semanais. “Precisamos dar condições para que se faça uma reforma ampla, geral, em todos os setores. A primeira reforma, seguramente, não passa pela diminuição da jornada de trabalho. Continuaremos com a negociação”, afirmou Tigre para indignação geral dos sindicalistas presentes.

Ato covarde
“No Rio Grande do Sul, a Brigada Militar, numa ação de desocupação de uma área, assassinou o trabalhador rural Elton Brum da Silva, que recebeu tiros de espingarda calibre 12 pelas costas, o que revela um ato covarde”, protestou o deputado Pepe Vargas (PT). “Tal fato aconteceu por orientação do Governo do Estado que, inclusive, está envolvido em escândalos de corrupção. A governadora e vários secretários foram indiciados pelo Ministério Público Federal” acusou Vargas.

Ponto para Terra
A mais recente pesquisa do Ministério da Saúde, divulgada nesta quarta-feira (26/8), aponta que houve queda no número de casos de dengue no Rio Grande do Sul entre janeiro e quatro de julho, em relação ao mesmo período de 2008. No ano passado, foram registrados 710 casos. Em 2009, o número de casos é de 221, o que representa menos de um terço dos registros de 2008. É ponto para o secretário de Saúde, Osmar Terra, que esteve em Brasília, para reunião do Conselho Nacional de Secretários da Saúde e audiência com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para apresentar o Programa Primeira Infância Melhor.

Só dois getulistas, nenhum gaúcho
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), por meio de sua assessoria, chiou contra a nota “Getúlio esquecido”, publicada nesta terça-feira (25). Escrevemos “nenhum político gaúcho discursou nesta segunda-feira (24) sobre os 55 anos da morte do ex-presidente Getúlio Vargas. Apenas o senador roraimense Mozarildo Cavalcanti (PTB) reclamou da falta de publicação por jornais e revistas brasileiros de matérias sobre o fato”. Justiça seja feita, o pedetista realmente discursou algumas horas depois de Cavalcanti. Mas foram só dois senadores! Dois em meio a todos os parlamentares do Congresso Nacional. Nenhum gaúcho se dignou a falar sobre Getúlio. Tudo bem, Buarque falou bem sobre o estadista: “Com aquele gesto (suicídio), Getúlio se transformou em um dos heróis brasileiros, herói que a gente pode dizer ao nível de Tiradentes e de raros na nossa política, herói do nível do Allende, do Balmaceda, os dois do Chile, que foram capazes de dizer: basta, terminou meu tempo na política. Não submeto minha honra à governabilidade. E suicidaram-se”.