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Sinal verde da Casa Branca para Bolsonaro

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Os Estados Unidos deram sinal verde para que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), assuma a Embaixada do Brasil em Washington. Fonte do Palácio do Planalto disse que, a autorização chegou junto com uma nota escrita à mão pelo amigo, Donald Trump. Após a indicação formal do presidente Jair Bolsonaro, que deverá ocorrer nas próximas horas, o nome será submetido ao Senado. A coluna ouviu os três senadores gaúchos.

Desmoralização do Itamaraty

O senador Lasier Martins (Podemos/RS), que antecipa que vai votar contra a indicação, argumenta que “a embaixada mais importante do Brasil é a dos Estados Unidos, tem que botar alguém experiente lá”. Segundo o senador, “é uma desmoralização do Itamaraty, que exige que o candidato faça curso no Instituto Rio Branco, passa por exames difíceis e, ficam sonhando chegar às grandes embaixadas, como Alemanha, Itália, França e Inglaterra. Chegar à ONU em Nova Iorque, chegar a Washington. Não simplesmente ser indicado”.

Respeitar a tradição

Para Lasier, “por mais que haja esse estreitamento de relações do Bolsonaro com o Trump, o indicado cai de paraquedas. Acho que tem que respeitar a tradição de valorizar os embaixadores. Vou votar contra no Plenário”.

Heinze apoia indicação

O senador Luís Carlos Heinze (PP/RS) justifica seu apoio à possível indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada dos EUA, dizendo que conhece bem Eduardo que foi seu colega na Câmara dos Deputados. “Ele está completamente alinhado com as políticas liberais que nosso País tanto precisa”. Reclama que, “diferente do que a imprensa ideológica de esquerda vem divulgando, ele tem preparo para exercer a função”. Na avaliação de Heinze, além de ser o deputado federal mais votado do País, ser um político influente, ele possui excelente trânsito nas relações institucionais, desde o início do governo Trump. “Com certeza, esta relação vai beneficiar o Brasil nas negociações bilaterais com os americanos. O fato de ser filho do presidente, só tende a contribuir nesta conexão”.

Ideologicamente de esquerda

“Cabe ressaltar que a lista de diplomatas aptos para exercer a posição de embaixador traz nomes ideologicamente de esquerda”, frisou Heinze, acrescentando: “certamente o presidente pensou nisso, antes de indicar o seu filho. Eduardo Bolsonaro está apto para exercer a função e sua indicação faz a esquerda tremer”.

Responsabilidade do Senado

Na opinião do senador Paulo Paim (PT/RS), o presidente terá dificuldade, para aprovação de Eduardo Bolsonaro no Senado. “É inegável que esta é uma questão que o Senado também é responsável. O Senado tem a obrigação de fazer um debate aqui que vá na linha, um debate de qualidade, um debate para um Chanceler, um Diplomata, um Embaixador. Alguém que tem que provar a sua experiência na área”.

Chance de passar

“No Senado tudo pode acontecer”, avalia Paulo Paim e cita como exemplo, a reforma da Previdência. “A imprensa diz que o Senado só vai carimbar. Se o Senado chegar nessa linha vai virar uma casa que somente bate o carimbo”. Paulo Paim enfatizou que vai votar contra a indicação.

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