16 de dezembro de 2018
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Aldo Rebelo,candidato ao Palácio do Planalto pelo Solidariedade

Xadrez paulista explicaria jogada de Aldo Rebelo entrando no Solidariedade

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A adesão do ex-ministro Aldo Rebelo ao Partido Solidariedade deve ser lida mais como um movimento de peças no xadrez paulista do que um pulo pela janela partidária. É um fato novo no quadro político nacional.

O lançamento de sua candidatura a presidente da República na segunda-feira, como se fala nos bastidores em São Paulo, seria uma cortina de fumaça. Na realidade, este movimento de peças no tabuleiro visaria para  o golpe definitivo, que seria reservar uma vaga majoritária com a  entrada do Solidariedade na composição regional da chapa à reeleição do governador Márcio França, do PSB.

Com Aldo Rebelo, quadro do PSB recém movimentado, o atual governador paulista daria ao partido aliado uma das  vagas de candidato ao Senado, destinada  para o ex-ministro. Enquanto a chapa não fecha, ele permanece como candidato a presidente.

Mais à frente, numa rocada de enxadrista: Rebelo deixa a candidatura nacional e passa para a vaga de candidato ao senado por São Paulo, sua base eleitoral, representando um partido aliado ao PSB do governador Marcio França. Então sai sem sair.

Em síntese, isto explica a adesão do ex-comunista ao Solidariedade, até então um movimento tido como surpreendente. Rebelo explicou suas identidades com o novo partido. Com isto resguardou-se. No xadrez, jogada de mestre.

Solidariedade vai lançar Aldo Rebelo candidato a presidente na segunda-feira em São Paulo

O ex-ministro Aldo Rebelo confirmou agora à noite ao “Repórter Brasília” que aceitou o convite do Partido Solidariedade para ser candidato a Presidente da República. A ficha de inscrição do novo filiado foi registrada nesta quinta-feira, entrando no sistema como data oficial de admissão. O prazo final para filiações encerra-se na sexta-feira, dia 13 de abril.

Nesta quinta-feira à tarde (12) Rebelo anunciou seu afastamento do PSB, partido a que estava filiado desde setembro do ano passado, quando saiu do PCdoB.

O presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força, está organizando uma cerimônia oficial de recepção a Aldo Rebelo para a próxima segunda-feira, em São Paulo. Nessa oportunidade, deverá ser lançada a pré-candidatura do novo membro. Semana que vem Aldo Rebelo irá a Brasília para ser apresentado à bancada e demais instância da direção nacional do partido.

Segundo Rebelo disse a este blog que não se deve estranhar sua adesão a essa agremiação, pois o Solidariedade é um partido que atende perfeitamente à sua configuração de homem público: é uma entidade de origem nas lutas da classe operária, com uma linha ideológica de pegada sindical e com ideologia compatível a seus ideais conhecidos. Como se recorda, o ex-ministro tem origem no Partido Comunista do Brasil, o PCdoB.

Os pontos principais de convergência são a participação defesa e fortalecimento do proletariado como classe (independente das questões identitárias), que se configura na redução das desigualdades, atenção e resguardo da soberania nacional, o nacionalismo, o desenvolvimentismo, a defesa nacional e os princípios éticos de gestão e condução das instituições do estado, entre outras visões do futuro do Brasil (como educação, ciência etc.).

A aproximação com esse grupo político deu-se a partir da divulgação do manifesto de Aldo Rebelo pela união nacional (publicado na íntegra em primeira mão neste blog), quando dezenas de dirigentes do Partido Solidariedade e de seu braço operário, a central sindical Força Sindical, assinaram um manifesto de apoio aquele ideário.

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