24 de setembro de 2018
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A rampa do Palácio do Planalto que todos os candidatos sonham subir ao som do Hino Nacional

Surpresas das Pesquisas

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A última pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira surpreendeu. Todos achavam que o atentado a Jair Bolsonaro, que comoveu o país nos últimos dias, poderia mostrar um reflexo maior na pesquisa. Não ocorreu nas proporções que alguns especialistas e políticos imaginavam. Está certo o cientista político Carlos Melo, que havia anunciado, à coluna, a necessidade de, pelo menos, de mais duas pesquisas para avaliar as tendências com maior segurança.

Voto Fiel

O candidato do PSL subiu dois pontos (dentro da margem de erros). Sem dúvida, positiva pois subiu de 22 para 24%, e o mais importante, consolida o voto espontâneo; sai de 15 e vai para 20%, um voto difícil de mudar. É o voto do Bolsonaro e, possivelmente; nada que aconteça faz esse eleitor mudar ele é  fiel ao candidato.

Assustadora rejeição

O grande problema para os candidatos na eleição deste ano continua sendo os altos índices de rejeição. Nesse item também, a chamada comoção nacional pela agressão, a solidariedade, as imagens fortes do candidato no Hospital, não influenciaram como era esperado, e Bolsonaro ainda aparece com 43% de rejeição.

Turbinada de Haddad

O candidato do PDT, Ciro Gomes que garimpava alguns votos na praia de Lula, cresceu de 10 para 13%. Já neste primeiro momento, o Fernando Haddad (PT) dá uma turbinada, sai de 4 para 9%. É necessário aguardar as próximas pesquisas, mas pelo que se observa, com uma chancela direta (e sem rodeios) do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após uma decisão definitiva de transferência de bastão ao candidato petista, a tendência é haver mais um salto positivo.

Marina não entrou no espólio

Tudo indica que quem não conseguiu entrar no espólio dos votos do Lula foi a Marina Silva (Rede), que teve uma queda significativa. Os votos do ex-presidente, pelo que indica a pesquisa, serão divididos pelo candidato Haddad e Ciro Gomes.

Repensando estratégias

O candidato tucano, Geraldo Alckmin, apesar do maior espaço de campanha em rádio e televisão, subiu muito pouco, 1 ponto. Ao longo da semana, inclusive, mudou sua estratégia que era de ataque direto a Jair Bolsonaro. Com o episódio da agressão de Bolsonaro em Juiz de Fora, parou de atirar contra o candidato do PSL. Mas só as próximas pesquisas, ao longo dos próximos dias ( faltam 26 dias para o primeiro turno), devem sinalizar os rumos mais aproximado das tendências de cada postulante à Presidência da República. Até lá, expectativa geral para saber quem vai subir a cortejada rampa do Palácio do Planalto.

 

A coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comércio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul

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