30 de setembro de 2017
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Temer governando como parlamentarista

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O presidente Michel Temer manifestou nesta terça-feira (8) simpatia pelo parlamentarismo. Afirmou que o Brasil adepto do presidencialismo, pode caminhar para isso. Michel Temer assinalou que “ de alguma maneira, estamos fazendo quase um pré- exercício do parlamentarismo”. Em várias oportunidades. segundo o presidente da República, o Legislativo era tido como um apêndice do executivo. No meu governo, não. O Legislativo é parceiro do Executivo. Trabalhamos juntos”. Caso o Brasil caminhe para o parlamentarismo, Temer sugere que deveria ser adotado o modelo francês ou o português, em que “o presidente da República, eleito, tem uma presença significativa no espectro governativo. E quer logo, “se pudesse ser em 2018, seria ótimo”.

Grande ideia

Para o deputado Mauro Pereira (PMDB-RS), o presidente Michel Temer já está administrando como se fosse um Parlamentarismo. “Ele está ouvindo todos os deputados e senadores. Não vejo problema, caso entre na pauta o debate, com certeza seria uma grande ideia”. Mas, na avaliação do parlamentar, é difícil que isso se concretize porque tem o interesse dos Estados e Municípios. “Seria uma maneira de governar  que será difícil ter eco no Congresso Nacional”. Segundo Mauro Pereira, Temer já governa como parlamentarista”.

Mudanças, só depois

O governo começou a conversar com os deputados aliados que mudaram o voto no plenário, defendendo a denúncia contra o presidente Michel Temer. O Palácio do Planalto trata o assunto com muito cuidado. Sabe que tem a Reforma da Previdência pela frente e qualquer erro de estratégia pode ser fatal. O governo não quer nem pensar em mudar ministérios e, se mudar algum ministro, só acontecerá depois de aprovadas as novas regras de aposentadoria.

Na avaliação do vice-líder, Darcísio Perondi (PMDB-RS), até o final do mês ou na primeira quinzena de setembro, o governo vai voltar a contar os votos, tudo de novo. “Votos e convencimento, isso não é imediato, não é em uma semana; mas as chances são boas”.

Enfrentamento Decisivo

“O enfrentamento é decisivo”, assinalou Perondi. E argumenta: “ ou nós vencemos as corporações públicas, ou o Brasil enfrenta as corporações públicas, ricas e opulentas; ou o Brasil perde, os brasileiros perdem. Agora é a hora decisiva, das elites empresariais se envolverem pesadamente, de os deputados reverem as suas posições, de a imprensa fechar 100% com a reforma da previdência”, acentuou.

Luta Gigantesca

Segundo o parlamentar, “é uma luta gigantesca contra as corporações públicas. E isso não vai ser imediato, nós vamos ter que recomeçar, porque o Rodrigo Janot venceu o segundo tempo, mas agora tem a partida decisiva. Ele venceu o segundo tempo quando ele “suspendeu” entre aspas, a reforma da previdência com a denúncia enterrada. Porque para mim ninguém me convence que foi ele. Ele aproveitou o psicopata do Joesley para interromper a Reforma da Previdência”.

Ministério das Cidades

Darcisio Perondi foi enfático ao responder sobre a chance do PMDB tirar do PSDB o Ministério das Cidades: “ Não. Isso não. Esta hipótese está afastada. O PMDB está servido e precisa enxergar a floresta, e não uma árvore. Isso é especulação”, enfatizou o peemedebista.