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Tradicionalistas lamentam morte de cantor e compositor Nico Fagundes

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Cantor e compositor morreu nesta quarta (24) aos 80 anos, na capital. Ele foi um dos mais respeitados estudiosos da cultura gaúcha.

A morte de Nico Fagundes foi lamentada por tradicionalistas, artistas, autoridades e fãs no Rio Grande do Sul. O cantor, compositor, folclorista e apresentador morreu na noite desta quarta-feira (24), aos 80 anos, em Porto Alegre.

Nico Fagundes ao lado do sobrinho, Neto Fagundes (Foto DivulgaçãoRBS TV)Nico Fagundes ao lado do sobrinho, Neto Fagundes (Foto: Divulgação/RBS TV)

Ele e estava internado há mais de um mês no Hospital Ernesto Dornelles, na capital. O óbito foi constatado às 21h10 na UTI do hospital, informou a instituição. As causas da morte não foram divulgadas a pedido da família. O velório será na manhã desta quinta (25), no Palácio Piratini. O sepultamento está marcado para as 18h, no Cemitério João XXIII, na capital.

Nico Fagundes foi um dos mais respeitados estudiosos da cultura gaúcha,. Suas letras e canções já foram gravadas por dezenas de músicos. Ele eternizou clássicos da música regional como “Canto Alegretense” e “Origens” e influenciou uma geração de artistas.

Veja a repercussão

Elton Saldanha, cantor e compositor, ao G1

“O víamos como um grande pai, um grande irmão. Ele vai ser sempre a grande referência. Uma pessoa simples que reuniu pessoas para contar histórias, para tomar chimarrão. A gente sabe que todo mundo vai um dia. O legado que ele deixa é algo extraordinário. Não se viu um ativista da cultura como ele. Que perpetuou a cultura do Rio Grande do Sul”.

Renato Borghetti, músico, ao G1

“Uma perda irreparável. Eu acho que o Nico tinha um diferencial muito grande: ele agregava todo o amor ao Rio Grande do Sul somado ao lado técnico, conhecimento de história, de antropologia. Era uma pessoa que era da ciência, da arte. Ele deixa um conhecimento todo registrado. A falta que ele vai fazer é grande. Ele procurava saber mais a fundo da nossa cltura, da nossa história, o porquê do gaúcho ser o que é”.

Edson Dutra, do grupo Os Serranos, ao G1

“Uma perda irreparável. Uma folha de serviços prestados ao gauchismo e ao jornalismo. Ensinou muito a todos. Ele foi um fiel amigo e muito transparente. O Rio Grande perde um grande soldado da tradição e nós perdemos um fraternal e querido irmão”.

Shana Müller, cantora e apresentadora do Galpão Crioulo, ao G1

“Acho que ele é daqueles diferenciados. Lembro que diziam que eu iria substituir ele e eu pedia para não falarem assim. É impossível substituí-lo. Ele tinha muita cultura e muito conhecimento sobre o folclore. Acho que a cultura gaúcha deve muito a ele. Conseguiu traduzir o tradicionalismo na televisão através do Galpão Crioulo, que é um dos programas mais antigos da televisão brasileira. Ele transformou o domingo de manhã em algo relacionado à cultura gaúcha. Ele era ator, folclorista, pesquisador. O legado dele é muito vasto e muito importante para todos nós, principalmente para as gerações que virão”.

César Oliveira, da dupla César Oliveira e Rogério Melo, ao G1

“Uma pessoa fabulosa. Para mim, o maior de todos tradicionalistas. Ele, do folclore, era o monarca. A vida dele foi em prol disso aí mesmo. Ele se doou para o tradicionalismo. Ele amava muito o folclore do nosso estado”.

Vinicius Brum, presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, ao G1

“Se fizermos página por página dos últimos 50 anos, vamos encontrar ele como artista, antropólogo, apresentador, escritor, historiador e apresentador de festivais. O nome mais importante da cultura regional do Rio Grande do Sul”.

José Ivo Sartori, governador do Rio Grande do Sul, em nota oficial

“O Rio Grande do Sul perde Nico Fagundes, um grande amigo, que muito contribuiu para a cultura gaúcha e com a preservação das tradições. Nico parte, mas seu legado permanece para a presente e as futuras gerações. Nossos sentimentos aos familiares”.

José Fortunati, prefeito de Porto Alegre, via Twitter

“O Rio Grande do Sul se despede do canto mais gauchesco e brasileiro deste pampa. Amigo Nico Fagundes, desta vida de amor e gratidão”.

Victor Hugo, secretário estadual da Cultura, à Rádio Gaúcha

“São 80 anos de uma existência que é simbólica para nós gaúchos e gaúchas de todas as querências. É uma trajetória linda, de um homem muito culto. Sempre me impressionei com o preparo intelectual do Nico”.

Luiz Marenco, músico tradicionalista, à Rádio Gaúcha

A gente não se acostuma com esssas perdas, essa coisa de perder companheiros, familiares (…) Cada vez mais se enfraquece a cultura do nosso estado. Gente que sempre procurou valorizar aquilo que mais amamos, que cultuamos. O Nico era uma enciclopédia, era um homem que falava pelo nosso estado, pela nossa cultura, como poucos. É uma pena. A gente não aprende a lidar com essas coisas.

Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, via Twitter

Perdi um amigo, e o estado perdeu um grande poeta e um dos maiores nomes da sua cultura tradicionalista. Pesar!

G1