24 de setembro de 2018
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José Maria Marin

Traições e promiscuidades no futebol

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Para que não se pareça bobo e se viva só das emoções da Copa do Mundo,  sugiro a leitura de um livro sobre os bastidores do futebol.   “Delator” (Record Editora), dos jornalistas Allan de Abreu e Carlos Petrocilo, conta sobre um ex-repórter de campo que se tornou milionário com os negócios sujos do futebol, J.Hawilla, que morreu há poucos dias, em São Paulo. Hawilla, dono da empresa Traffic, de marketing esportivo, morava nos Estados Unidos, onde foi preso pelo FBI e ficou cinco anos na cadeia. No acordo de delação, ele devolveria 151 milhões de dólares ao governo americano, dos quais 25 milhões foram quitados. O restante deveria ser pago até a sentença judicial final.

Agendes do FBI disfarçados

Hawilla também depôs como testemunha de acusação que entregou o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, ainda preso nos Estados Unidos, aguardando sentença para setembro. Fatos de traições e promiscuidade não faltam em “Delator”. Em março de 2012, Hawilla chamou Ricardo Teixeira para um jantar, e tratou de falar em dinheiro, limpo e sujo que ganharam com o futebol. Esperto, Teixeira estranhou a conversa, e notou que havia muita movimentação em torno da sua mesa. Eram agentes do FBI disfarçados de garçons. “Dedo em riste apontou-o para o antigo parceiro: `FDP´. E foi embora”.É esse tipo de cartola que dirigiu e dirige o futebol.

PSB  definindo rumo

O deputado José Stédile, presidente do PSB, no Rio Grande do Sul afirmou que o diretório do partido, ampliado, vai se reunir na próxima quinta-feira (14), se prepara para debater “com quem nós estaremos, com Sartori, com Eduardo Leite, com Jairo Jorge ou com candidatura própria. Então nós vamos debater isso no seu tempo. Agora, temos uma bancada completa de candidatos a deputado estadual e federal. Claro que isso não nos impede de buscarmos coligações”, ressaltou.

Aguardando posição

O parlamentar considera que “ainda não é a decisão final; porque é o Congresso do Partido que tem que aprovar, segundo o Estatuto de todos os partidos. Mas é claro que alguém que faça 70% (setenta por cento) dos votos, é óbvio que já está encaminhado. O encontr já era para ter acontecido, mas em função da greve dos caminhoneiros não aconteceu.Com isso também o diretório gaúcho aguarda a definição do PSB em nível nacional. Nós tivemos de luto, perdemos o Joaquim Barbosa; pela segunda vez de luto, primeiro foi com o Eduardo Campos e agora com o Joaquim Barbosa”, lamentou.

Com Bolsonaro não

Fazendo uma análise, do cenário nacional, José Stédile afirmou que a política está muito desgastada, muitas acusações de parte a parte, as indefinições para Presidente da República. Hoje se tu perguntar para qualquer brasileiro quem será o presidente, ninguém sabe. Antigamente se dizia, vai ser esse ou vai ser aquele. Agora  não se tem noção do que vai acontecer. “Eu procuro sempre ser coerente com as minhas posições, e ouvir mais do que sair criticando. Então nós estamos ouvindo, temos algumas definições, com o Bolsonaro é certo que não iremos; e com os outros nós vamos avaliar todos”