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Marcelo Moraes

Transferência das eleições

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A mudança de data das eleições municipais divide políticos, governos e analistas. Há quem defenda a mudança para uma data próxima, ainda este ano; outros para o próximo ano. Ganha musculatura os que querem eleições gerais em 2022.

Princípio da excepcionalidade

O deputado Marcelo Moraes (PTB/RS) “não vê problema nenhum no adiamento das eleições municipais”. No entanto, ressalta que “dentro desse contexto nós temos que lembrar à população, e lembrar os colegas que estão defendendo isso, que o princípio da anualidade caiu.” Lembra que “para poder ter validade nessa eleição, nós deveríamos ter feito qualquer mudança em outubro do ano passado. Não tendo feito isso, a gente vai ter que se utilizar do princípio da excepcionalidade. ”

Não precisa ser agora
“A mudança, a alteração, dentro do princípio da excepcionalidade, ela tanto pode ser feita agora como pode ser feita daqui a 60 ou 90 dias”, argumenta Marcelo Moraes. Acrescentando que “não muda absolutamente nada votar isso, discutir isso agora ou daqui a 90 dias. ” Para o congressista, “é uma discussão boa de se fazer, mas isso não é a prioridade agora. ”

Prioridade é conscientização
Na avaliação do deputado trabalhista, “a prioridade agora é outra. Tem gente morrendo agora, cada vez mais aumentando os números, nós estamos fazendo um trabalho de conscientização. Nós deputados tendo uma pauta que eu acho que vai ser consensual, mas que nós vamos ter que votar a toque de caixa; que são várias ações do governo, várias Medidas Provisórias na tentativa de conter o avanço desse vírus tanto na parte sanitária quanto na economia, ações, nós estamos buscando ações para que a economia sobreviva. Nós já estamos colocando esses recursos lá”, enfatizou o parlamentar.

Emendas Parlamentares
Quanto às emendas, diz o parlamentar: “já estamos discutindo o que é que vamos fazer com as Emendas Parlamentares. Se a gente vai colocar esses recursos lá, se vai ser devagar ou se vai ser de uma vez só; ou se daqui um pouco esses recursos vão para outro lugar, ou se a gente entrega nas mãos do Estado”. Enfim, disse o deputado, “tem tanta coisa para se discutir, e tanta prioridade; que discutir que a eleição seja adiada chega a me parecer lá pelas tantas, que é gente que tem interesse que a eleição se adie e que está se aproveitando dessa situação para adiar”, comentou.

Olhando para o umbigo
Marcelo Moraes reafirma que é a favor de as eleições ocorrerem juntas, mas assinala que “não foi isso que nós votamos em outubro do ano passado. ” O deputado frisa que não é contra. “Sou a favor inclusive de trocar a data, o que eu acho é que esse momento requer muita atenção aos efeitos do coronavírus. Discutir campanha política é ficar olhando para o próprio umbigo.”

Adiamento por dois anos

Luís Carlos Heinze

O senador Luis Carlos Heinze (PP/RS) disse que “o assunto foi discutido em bancada, e é totalmente favorável ao adiamento por dois anos, das eleições”. A mesma opinião tem o líder do PP no Senado, Ciro Nogueira (PI). Na mesma linha vai o líder do Bloco Parlamentar, Unidos pelo Brasil, senador Esperidião Amin (PP/SC).

Recurso para a saúde
O senador Heinze defende que sejam transferidos para saúde os recursos do Fundo Eleitoral, e também a quantia destinada à Justiça Eleitoral; levando em conta o adiamento das eleições. Somados os recursos para as eleições, os valores chegam a considerável cifra de 8 bilhões, que, segundo o senador, fariam a diferença num momento de crise como esse do coronavírus. “Seria muito mais importante do que termos a eleição este ano,” acentuou.

Edgar Lisboa

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