22 de novembro de 2017
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Eliseu Padilha

Tucanos cobram saída do governo

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O grupo do PSDB que quer o desembarque do governo Michel Temer começa a semana com mais força. O ex-presidente Fernando Henrique deu, em artigo publicado no final de semana, uma espécie de ultimato aos tucanos. O que parece é que Fernando Henrique resolveu apoiar explicitamente as teses defendidas pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que quer a saída dos tucanos do governo. Os argumentos de FHC botaram alguns parlamentares para pensar: caso não deixe o governo ainda este ano, os tucanos serão coadjuvantes no processo sucessório de 2018. Afora isso, chama atenção para os inquéritos de Aécio Neves que vivem desgastando o partido. Tudo indica, segundo parlamentares do PSDB, que o governador Geraldo Alckmin, acabe obrigado a defender logo a tese de desembarque do governo.

PMDB Pressiona

A cúpula do PMDB agora engrossa o coro dos descontentes e o presidente Michel Temer está sendo cada vez mais pressionado a mudar a articulação do Palácio do Planalto. O que sugerem os peemedebistas é que o ministro Eliseu Padilha acumule a função, como já fez em outras oportunidades de crise. Antes era apenas o Centrão, formado por partidos médios, como PP, PR e PSD, que insistiam em pedir a cabeça do ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy (PSDB), mas após vir a público o racha entre os tucanos, o PMDB começou a cobrar com mais intensidade a antecipação da reforma ministerial. O maior problema é que o governo não tem apoio para aprovar, sem o PSDB, a reforma da Previdência. Se o presidente tirar os tucanos, terá problemas na votação em plenário.

Tirar a Ministra

Para o deputado Mauro Pereira (PMDB-RS), a primeira providencia que deveria ser tomada pelo PSDB é tirar a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois (PSDB) que “não tem feito nada”.  Segundo o deputado, “não tem cabimento a maneira como ela vem trabalhando”. Por outro lado, afirma o parlamentar, “as palavras de Fernando Henrique são palavras sem valor nenhum. Se ele tivesse alguma influência, seria lei. Mas tudo o que ele fala para o partido dele é mais jogar para plateia, para mostrar que dentro do PSDB tem um grupo que votou contra o presidente, tem um grupo que é contra o governo, tem um grupo que é diferente, mas eles continuam com os mesmos cargos, tudo igual”. Na opinião de Mauro Pereira, “simplesmente, é um jogo de cena. Parece que é combinado entre eles. Até hoje, de todas as palavras que o Fernando Henrique Cardoso jogou ao vento, nenhuma delas teve efeito. Num ponto é bom. É sinal que ele está sem prestígio dentro do partido dele. São palavras jogadas ao vento, mas no fundo, no fundo, os tucanos não deixam seus cargos”, concluiu o peemedebista.

Edgar Lisboa