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UFG e Rede de Sementes realizam curso de capacitação para reconhecer árvores e preservar o Cerrado

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 A partir desta quinta-feira(27) a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Projeto Semeando o Bioma Cerrado iniciam programa para capacitar profissionais a identificarem árvores e madeiras deste bioma.

Nos dias 27 e 28 de março, a Rede de Sementes do Cerrado em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), realizará o primeiro Curso de Identificação de Árvores e Madeiras do Bioma Cerrado. Trata-se de um curso de capacitação profissional gratuito e dirigido a acadêmicos das áreas de engenharia agronômica e florestal, biólogos, produtores rurais, peritos da polícia civil, técnicos e fiscais do setor que atuam na apreensão de madeira transportada irregularmente. A programação também é voltada à capacitação de servidores públicos de órgãos que tratam de questões ambientais como Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

 O curso com 30 vagas, já preenchidas, integra a agenda do projeto Semeando o Bioma Cerrado, patrocinado pela Petrobras, e está com mais de 30 nomes em lista de espera. A programação teórica será passada a partir das 8h desta quinta-feira (27) no auditório da Escola de Agronomia do Campus Samambaia, da UFG, na saída para Nova Veneza, Km Zero.

 Cerrado – O segundo maior bioma do Brasil, o Cerrado, corre o risco de ficar restrito às unidades de conservação, terras indígenas e áreas impróprias à agricultura até 2030, se o ritmo atual de degradação continuar. Restam cerca de 50% dos dois milhões de quilômetros quadrados originais deste bioma onde pouco mais de 2,2% está protegido em unidades de conservação. O coordenador do Projeto Semeando o Bioma Cerrado, Rozalvo Andrigueto, explica que nesta fase de trabalho da Rede de Sementes do Cerrado, “além da catalogação de árvores matrizes, da demarcação de áreas de coleta de sementes, da recuperação de áreas degradadas e oficinas de educação ambiental é relevante o programa de capacitação para diferentes segmentos da sociedade”.

 Conhecendo as espécies – Com o propósito de promover entre esses profissionais o reconhecimento das espécies do bioma para conscientização e preservação, o curso vai tratar da Identificação de Árvores e Madeiras do Bioma Cerrado. O programa foca nas características vegetativas de espécies arbóreas do bioma, bem como o uso da chave dendrológica para distinção de espécies, isto é, reconhecimento das árvores e identificação em campo. O curso realizado em Goiás vai abordar ainda as formas de utilização da madeira do bioma suas características anatômicas macro e microscópicas e a identificação de madeiras em laboratório.

 Capacitação – O projeto Semeando o Bioma Cerrado vai capacitar cerca de 400 pessoas, no período de dois anos para diferentes públicos sobre identificação de árvores e madeiras, seleção e marcação de árvores matrizes, coleta e manejo de sementes, produção de mudas e comercialização.

 Abrangência – As áreas contempladas com as ações de capacitação nesta fase do projeto são Distrito Federal, os municípios goianos de Ipameri, Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Barro Alto, Pirenópolis e a capital, Goiânia, além do Mato Grosso, incluído nesta segunda fase com ações em Sinop por situar-se em área de transição entre os biomas Cerrado e Amazônico, conhecidos pela sua grande biodiversidade.

Informações – O curso de identificação de árvores e madeiras do Cerrado é gratuito. Informações podem ser obtidas pelo site: http://eventos.ufg.br/profloresta e pelos telefones: (62) 3521-1549 / 9215-1146

 Mais informações:

Assessoria de imprensa – Semeando o Bioma Cerrado

Teresa Cristina Machado

Tel.: 55 (61) 3225 1452 / 9983 9395