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Heitor Schuch, foto Cléia Viana,Agência Câmara

Uma novidade por semana

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Na avaliação do deputado Heitor Schuch (PSB/RS), “a gente toda semana se prepara para que exista uma novidade do governo, mas a cada momento é uma surpresa. Acho que agora deu, porque uma hora é a questão de extinguir municípios, outra hora são as coisas ligadas a sindicatos, medida provisória, entre outras, isso sem falar que o desempregado que recebe o seguro desemprego vai ter que pagar taxa desemprego, está complicado”.

Deixar polêmicas de lado

“Espero que já tenha chegado tudo que devia ter chegado esse ano”, afirmou o parlamentar. Destacou que “a Câmara agora tem que se concentrar para esse final, antes do recesso, em definir o orçamento do ano que vem, votar algumas coisas que sejam extremamente importantes, e deixar de lado as polêmicas”.

Sem bola dividida

Heitor Schuch argumenta que “no ano que vem, por ser um ano também de eleições, espero que não tenha tanta bola dividida, porque isso vai atrapalhar muito o governo, e também o Parlamento”. Segundo o congressista, “essa temática da segunda instância vai dar muito trabalho aos cabeças do Congresso. Vão ter um serviço para tentar resolver, e acho que eles não querem resolver; mas a opinião pública vai cobrar muito, e quer soluções que tem que ser buscadas”.

Avaliação do ano

Na opinião do deputado gaúcho, “para o Governo, com a reforma da Previdência, o ano foi positivo. Mas para o cidadão, foi extremamente negativo, porque se a gente for olhar os que estão aposentados para aqueles que vão se aposentar daqui para frente, vai ter muita diferença em termos de valores que vão receber, de valores que vão ter que contribuir a mais, pagar por mais tempo e receber menos, baixar pensão”, frisou.  Financeiramente para o governo, segundo o congressista, “foi um bom negócio, agora para o cidadão e para as empresas, foi muito ruim”.

Política externa

A política externa do governo de Jair Bolsonaro, nesse primeiro ano, na avaliação de Heitor Schuch, foi muito conflituosa no Mercosul, no Oriente Médio, e até com os Estados Unidos. “Eu diria, que o governo queria deixar o tapete vermelho estendido, mas os Estados Unidos, na verdade, nessa questão da carne de animais que se tinha uma grande expectativa que eles comprariam muito, eles já fizeram a opção deles, não vão comprar”.

Mais humildade

O parlamentar cobra que o governo brasileiro precisa ser mais humilde, precisa dialogar com qualquer comprador do mundo inteiro: “O Brasil tem que vender tudo que nós temos para quem tem vontade de comprar e tem dinheiro para nos pagar”. Segundo o deputado, “não interessa se o regime é de esquerda ou de direita, e se o regime tem a ver com a religião A ou B; isso é o que não interessa. Nós em termos de política Internacional temos que nos dá com todos. E já que somos um país exportador, vender tudo que nós exportamos para quem tem dinheiro para nos pagar”, pontuou.