13 de Fevereiro de 2018
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Unilever ameaça cortar anúncios em plataformas como Google e Facebook

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A empresa, que está entre as que mais gastam em publicidade no mundo, disse que não quer anunciar em plataformas que promovam notícias falsas e discurso de ódio

Unilever desembolsou US$ 9,4 bilhões em ações de marketing em 2017

A Unilever ameaçou cortar o investimento em anúncios em plataformas digitais como Facebook e Google se essas empresas não combaterem notícias falsas, publicações de ódio ou deixarem de proteger as crianças de conteúdos tóxicos visto em mídias sociais.

Keith Weed, diretor de marketing da companhia, anunciou a novidade nesta segunda-feira, 12, durante uma conferência de marketing na Califórnia. Sem acusar nenhuma plataforma específica, o executivo disse que a confiança nas mídias sociais caiu após as empresas de tecnologia não retirarem de suas plataformas conteúdos ilegais, antiéticos e extremistas.

“Notícias falsas, racismo, sexismo, terroristas espalhando mensagens de ódio, conteúdo tóxico dirigido a crianças… A Unilever, como anunciante confiável, não quer anunciar em plataformas que não contribuem positivamente para a sociedade”, disse Weed.

Não é a primeira vez que a Unilever tem uma relação tumultuosa com as redes sociais. No ano passado a empresa foi acusada de racismo após publicar no Facebook uma ação de marketing de um de seus produtos Dove. A Unilever usou seus perfis nas redes sociais para publicar um pedido de desculpas.

Reação. A empresa é uma das companhias que mais gastam em publicidade digital no mundo. No ano passado, a Unilever desembolsou US$ 9,4 bilhões em ações de marketing, sendo cerca de um terço desses gastos aplicados em publicidade digital.

A procura por anúncios online cresceu na companhia nos últimos cinco anos, quando os gastos em mídia digital duplicaram e o investimento na criação de conteúdo digital cresceu 60%.

Do outro lado, estima-se que Google e Facebook embolsaram cerca da metade da receita global de anúncios online em 2017. Nos Estados Unidos, as empresas abocanharam 60% dos investimentos no setor, segundo dados da empresa de pesquisa eMarketer.

Os funcionários do Google ainda não se pronunciaram sobre as declarações da Unilever. Em um comunicado, o Facebook disse que apoia “plenamente os compromissos da Unilever e estamos trabalhando em estreita colaboração com eles”.

A rede social mais famosa do mundo anunciou no início do ano mudanças em seu algoritmo privilegiando publicação de familiares e amigos contra conteúdos de mídia e marcas. A alteração foi apresentada como uma tentativa de diminuir a propagação de notícias falsas no Facebook.

O Estado de S. Paulo

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