Inicial / Repórter Brasília / Voto fechado ajuda Renan

Voto fechado ajuda Renan

Print Friendly, PDF & Email

O apoio do Congresso Nacional é imperativo para que o presidente Jair Bolsonaro consiga cumprir suas promessas de campanha. Depois de fechar com Rodrigo Maia para a presidência da Câmara dos Deputados, o governo, com a decisão do presidente do Supremo, Dias Toffoli, de manutenção das eleições secretas para a presidência da Câmara e do Senado, fará com que o Palácio do Planalto também tenha que negociar com Renan Calheiros (MDB-AL), que, para o Palácio do Planalto, não é confiável. Com o voto secreto, a candidatura do senador alagoano, ganha força maior. Os senadores que querem votar em Calheiros se sentiriam mais pressionados se a votação fosse aberta. Agora eles estão protegidos. Rodrigo Maia também pode ser beneficiado na Câmara com o voto secreto, porém, sempre terá espaço para traição.

Governo e Congresso

O governo precisa mais do que nunca de uma relação estreita com os líderes do Legislativo para que as propostas do Executivo não parem no tortuoso caminho até o Plenário. É de fundamental importância que Bolsonaro tenha na liderança da Câmara e do Senado, nomes completamente afinados a sua agenda, ou, pelo menos pouco resistentes a ela. O primeiro teste na relação com o Parlamento será a reforma da Previdência, que o governo pretende apresentar na próxima semana. Se não passar no Congresso, o País corre o risco de uma paralisia no governo e o início de uma relação conflituosa entre o Legislativo e o Executivo, que pode paralisar o governo e atrapalhar os projetos do novo presidente.

Tudo como antes

“Continua tudo como antes”, lamentou o deputado Heitor Schuch (PSB-RS). “Hoje. Tudo, tudo, tudo é voto aberto, e para isso também poderia ser. Eu ouvi muita gente dizer que isso ajuda o Rodrigo Maia, que ajuda o Renan Calheiros. Acho que a decisão do STF favorece os candidatos, acho que eles já devem estar até tomando uma espumante lá de Garibaldi”, comentou o deputado.

Cortina de fumaça

Para Heitor Schuch, “a decisão de voto fechado é não avançar, assim como acho que o PSL que veio com uma plataforma nova. Mas apoiar o Rodrigo Maia, também é juntar o novo com a velha política. Então, parece que o que foi dito, na prática não vai acontecer. Quer dizer, vamos avançar, vamos mudar, vamos limpar, e na verdade; a não ser que tenha um fato novo, manter essa posição do PSL apoiando o Rodrigo, pelo menos na Câmara, aquilo que foi dito na campanha foi um blefe, foi uma mentira, uma cortina de fumaça”.

Espaço para traição

O certo é que a candidatura de Renan Calheiros ganha uma força maior. O pedido de votação aberta foi apresentado, como mostramos na coluna, pelo senador Lasier Martins (PSB-RS) que buscava mais transparência, com uma pressão maior da sociedade que dariam uma exposição grande para os senadores que votarem em favor de Renan. Seriam pressionados pela base política. O voto secreto sempre tem espaço para traição, e é mais fácil para que os interessados façam acordos.